
Amom Mandel registra participação de gabinete em protesto por justiça após agressão a adolescente com TEA
O gabinete do deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) participou, na manhã desta sexta-feira (28), do protesto organizado por familiares do adolescente Carlos Maxsuel, de 14 anos, agredido brutalmente pelo ex-militar Aldon Pinto de Oliveira, no bairro Colônia Terra Nova, Zona Norte de Manaus. A manifestação pedindo justiça ocorreu em frente ao Fórum Enoch Reis.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens nas quais Aldon, que confessou ter armado uma emboscada para Maxsuel, espanca o adolescente com socos e pauladas. Maxsuel é diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Na semana passada, o próprio deputado, que é vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência na Câmara dos Deputados, ofereceu apoio à família da vítima e solicitou ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio de ofício, prioridade e acompanhamento rigoroso na investigação do caso.
A mobilização contou com a presença de mães e pais de crianças atípicas, que se solidarizaram com a família do adolescente e exigiram providências para acelerar o andamento da investigação, que está sendo conduzida pela Polícia Civil do Amazonas.
“É como se isso fosse comigo ou qualquer outra mãe aqui. Eu sei o quanto precisamos da segurança para nossos filhos, que saem de casa para estudar e não sabemos se vão voltar, com uma pessoa dessas solta”, afirmou a dona de casa Carla Patrícia.
O primeiro deputado federal a tornar público o diagnóstico de autismo, Amom, é autor do Projeto de Lei (PL) 937/2025, que propõe uma alteração no Código Penal Brasileiro, aumentando as penas dos crimes de violência para até 12 anos de reclusão nos casos em que a vítima seja uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e/ou quando os crimes ocorrerem no ambiente escolar.
Além disso, ele também é responsável pela proposta do PL 938/2025, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, visando proibir a discriminação contra indivíduos com TEA, seja por conta da deficiência ou por qualquer outro motivo.