O trabalho de reorganização da praia do Tupé, com mais de 102 embarcações, entre barcos regionais, iates e lanchas cadastrados, está ameaçado pelo aumento da faixa de praia e a insistência de proprietários de jet skys e lanchas em circular próximos aos banhistas. A constatação foi feita no último fim de semana por fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semmas), que estão pedindo à Capitania dos Portos que estenda a “Operação Verão” até o local.

Semmas divulgou, hoje, segunda, a imagem dessa lancha, entre os banhistas, como demonstração do perigo iminente na praia do Tupé
Desde que iniciou o trabalho da Capitania, na orla de Manaus, com alerta feito em manchete do jornal A Crítica, mais de 50 jet skys foram apreendidos pela Marinha. Os condutores estavam sem a habilitação de arrais amador e os próprios veículos sem a documentação legal.
A praia do Tupé, situada na comunidade São João do Tupé, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, administrada pela Semmas e localizada a 25 quilômetros de Manaus, está fora do raio de ação da operação e, no próximo fim de semana, com o feriadão do 7 de Setembro, os fiscais temem que a situação fique fora de controle.
O diretor de Arborização, Paisagismo e Áreas Protegidas, da Semmas, Nildo Menezes, lembra que a reserva “vem passando por um processo de mudança de comportamento por parte dos donos de embarcações e visitantes, desde o início da implantação do Regulamento de Uso da Praia do Tupé. Agora precisamos do apoio dos órgãos de fiscalização da Marinha para evitar maiores problemas”, afirmou Menezes.
O gestor da RDS do Tupé, Alessandro Cunha, quer mais. “Estamos precisando também do apoio do Corpo de Bombeiros, com uma equipe de salvamento, e da Polícia Ambiental”, explicou. No último fim de semana, a Praia do Tupé recebeu um total de oito embarcações de grande porte e aproximadamente 600 pessoas. A Semmas afirma ter o controle sobre a entrada e permanência para pernoite de todas as embarcações.