O convênio entre a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e o Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), para recuperação das ruas do distrito industrial, foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A publicação do acórdão com o resultado do julgamento realizado pelo plenário da corte estava sendo aguardada ansiosamente pelos dirigentes dos dois órgãos. O documento se refere somente aos R$ 3,327 milhões gastos pelo Cieam, em obras emergenciais, não tendo sido ainda avaliado o restante dos R$ 62 milhões do total liberado para a recuperação das vias do distrito industrial.
“A decisão fez justiça à nossa entidade (Cieam) e ao ex-presidente Maurício Loureiro, além da superintendente da Suframa, Flávia Grosso, mostrando que o interesse de recuperação das ruas que até hoje ainda é necessária”, disse o atual presidente do órgão, Wilson Périco. A assessoria de imprensa da Suframa publicou nota lacônica em que anuncia ter o acórdão 2176/2011-Plenário obtido parecer favorável à instituição. “Segundo o Acórdão, não foram detectados indícios de irregularidades”, diz a nota.
Para entender
A manutenção das ruas do distrito industrial é motivo de polêmica entre Prefeitura e Suframa há muito tempo. No jogo de empurra, em que um afirma que a responsabilidade é do outro, o espaço nobre do terceiro maior conglomerado de indústrias do Brasil se tornou solo lunar, com tantos buracos.
Diante das reclamações cada vez maiores dos usuários, que vão de empresários e trabalhadores a moradores dos bairros próximos, a Suframa conseguiu os tais R$ 62 milhões para recuperar as vias. Depois da primeira tentativa fracassada, quando a obra seria feita de forma direta, e sem querer conveniar com a Prefeitura, à época sob comando do prefeito Serafim Corrêa, a instituição partiu para parceria com o Cieam. Houve uma grita geral e o Ministério Público Federal obteve da Justiça a paralisação do convênio.
Foram usados apenas os tais R$ 3,327 milhões. Por conta desse dinheiro, o então presidente do Cieam, Maurício Loureiro, que há mais de duas décadas se destacava na defesa dos interesses do modelo e se tornara elo fundamental dos empresários com a sociedade, se afastou da militância e acabou abandonando a presidência do órgão.
A coisa, porém, não parou por aí. O próximo passo da Suframa foi entregar os recursos para o Exército Brasileiro. O Comando Militar da Amazônia (CMA), no entanto, recusou a missão. Foi quando o governador Eduardo Braga entrou na história e fez uma licitação emergencial de R$ 24,9 milhões, visando a recuperação das vias mais utilizadas, ganha pela Soma Engenharia. Esses recursos e as obras realizadas ainda não foram auditadas.
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