Uma observação em nossos dias das práticas recomendadas por diversas “igrejas” deixará claro que eles estão de volta com força total. Refiro-me ao animismo e o paganismo, pois, objetos de todos os tipos são apresentados como sendo capazes de operar milagres e proteger aqueles que os manuseiam. A fé por sua vez é desviada do Deus vivo e verdadeiro para tais objetos, como se eles tivessem poderes ocultos e capazes de produzir os efeitos prometidos.
Observa-se também que a criação de ritos e cerimônias atrai um número cada vez maior de crédulos, pois, o exercício da genuína fé demanda confiança e descanso na Palavra de Deus, isto é, a Bíblia Sagrada, onde Suas promessas encontram-se registradas. Muito interessante, a respeito desse assunto, é lembrar aos leitores que os cristãos dos primeiros séculos da era cristã foram acusados de ateísmo, pois, em seus cultos sem imagens, sem objetos e representações materiais de qualquer tipo, davam a impressão nítida aos pagãos e animistas de que eles não adoravam a ninguém e a nada. Logo, o culto voltado, por meio da fé, ao Deus vivo e verdadeiro, não tinha lugar e vez em uma sociedade que operava no concreto.
Infelizmente, os séculos se passaram e o cristianismo foi aos poucos afastando-se das suas origens e cada vez mais o culto cristão se tornou cerimonial, ritualístico, com imagens que a princípio queriam apenas cumprir um papel de ajuda na adoração, dando algum visual que a facilitasse, mas, que, infelizmente, tornaram-se em um dos maiores desvios da Palavra de Deus, gerando um cristianismo apóstata, em virtude da criação e admissão de muitos mediadores a quem se deveria dirigir, na esperança de que eles os conduzisse a Deus.
Graças a Deus, pela Reforma Protestante que com veemência e ousadia divinas denunciaram todos os afastamentos e desvios, os crentes genuínos foram chamados a descrer em relíquias, objetos, viagens a Jerusalém, pedaços de madeira, porções de terra da Terra Santa e assim por diante. A Reforma deixou claro que pagamentos e compras de indulgências jamais poderiam garantir qualquer bênção da parte divina, embora tenham sido extremamente eficazes para levantar fábulas incontáveis que financiaram as construções de grandes e suntuosos templos religiosos.
Não é exatamente isso que ocorre em nossos dias? Não tem sido a fé desviada da Palavra de Deus e do próprio Deus para ser colocada em lençóis, objetos trazidos de Jerusalém, ritos e cerimônias que garantem aos participantes que com suas ofertas generosas conquistarão e garantirão um lugar no céu, mesmo sem arrependimento, confissão de pecados e fé única e exclusivamente em Jesus Cristo o Filho de Deus?
Quem lê a Bíblia sabe que a Antiga Aliança com seu templo caducaram, logo, faz sentido reconstruir réplicas da religião judaica do Velho Testamento, quando no altar do Calvário Jesus Cristo foi sacrificado e o Templo do seu corpo foi ressurreto pelo poder de Deus para salvação eterna dos que nele crerem? Com certeza, não!
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Jorge Max é pastor da Igreja Batista Constantinópolis, em Educandos.