13/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Eles estão de volta!

Publicado em 21 de agosto, 2011

Uma observação em nossos dias das práticas recomendadas por diversas “igrejas” deixará claro que eles estão de volta com força total. Refiro-me ao animismo e o paganismo, pois, objetos de todos os tipos são apresentados como sendo capazes de operar milagres e proteger aqueles que os manuseiam. A fé por sua vez é desviada do Deus vivo e verdadeiro para tais objetos, como se eles tivessem poderes ocultos e capazes de produzir os efeitos prometidos.

Observa-se também que a criação de ritos e cerimônias atrai um número cada vez maior de crédulos, pois, o exercício da genuína fé demanda confiança e descanso na Palavra de Deus, isto é, a Bíblia Sagrada, onde Suas promessas encontram-se registradas. Muito interessante, a respeito desse assunto, é lembrar aos leitores que os cristãos dos primeiros séculos da era cristã foram acusados de ateísmo, pois, em seus cultos sem imagens, sem objetos e representações materiais de qualquer tipo, davam a impressão nítida aos pagãos e animistas de que eles não adoravam a ninguém e a nada. Logo, o culto voltado, por meio da fé, ao Deus vivo e verdadeiro, não tinha lugar e vez em uma sociedade que operava no concreto.

Infelizmente, os séculos se passaram e o cristianismo foi aos poucos afastando-se das suas origens e cada vez mais o culto cristão se tornou cerimonial, ritualístico, com imagens que a princípio queriam apenas cumprir um papel de ajuda na adoração, dando algum visual que a facilitasse, mas, que, infelizmente, tornaram-se em um dos maiores desvios da Palavra de Deus, gerando um cristianismo apóstata, em virtude da criação e admissão de muitos mediadores a quem se deveria dirigir, na esperança de que eles os conduzisse a Deus.

Graças a Deus, pela Reforma Protestante que com veemência e ousadia divinas denunciaram todos os afastamentos e desvios, os crentes genuínos foram chamados a descrer em relíquias, objetos, viagens a Jerusalém, pedaços de madeira, porções de terra da Terra Santa e assim por diante. A Reforma deixou claro que pagamentos e compras de indulgências jamais poderiam garantir qualquer bênção da parte divina, embora tenham sido extremamente eficazes para levantar fábulas incontáveis que financiaram as construções de grandes e suntuosos templos religiosos.

Não é exatamente isso que ocorre em nossos dias? Não tem sido a fé desviada da Palavra de Deus e do próprio Deus para ser colocada em lençóis, objetos trazidos de Jerusalém, ritos e cerimônias que garantem aos participantes que com suas ofertas generosas conquistarão e garantirão um lugar no céu, mesmo sem arrependimento, confissão de pecados e fé única e exclusivamente em Jesus Cristo o Filho de Deus?

Quem lê a Bíblia sabe que a Antiga Aliança com seu templo caducaram, logo, faz sentido reconstruir réplicas da religião judaica do Velho Testamento, quando no altar do Calvário Jesus Cristo foi sacrificado e o Templo do seu corpo foi ressurreto pelo poder de Deus para salvação eterna dos que nele crerem? Com certeza, não!

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Autor
Jorge Max

Jorge Max é pastor da Igreja Batista Constantinópolis, em Educandos.

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