06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Vereador quer audiência pública na CMM para debater projeto que cria novas taxas no Implurb

Publicado em 12 de dezembro, 2014

Diante do Projeto de Lei, de autoria do Executivo Municipal,  encaminhado à Câmara Municipal de Manaus (CMM) na última quarta-feira (10/12), que cria 162 taxas a serem cobradas pelo  Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), envolvendo licenciamento de obras, exploração de publicidade e autorização para atividades de comércio em áreas públicas, o vereador Waldemir José (PT) protocolizou hoje (12) requerimento que solicita a realização de Audiência Pública com a participação do Implurb e da Semef para debater o assunto.

O projeto foi envida à CMM para ser tramitado em regime de urgência, conforme pretendia o prefeito Artur Neto (PSDB), mas uma grande parte de sua base aliada votou contra o pedido por acharem que o projeto, que envolver cobranças de taxas, não deve ser tratado “a toque de caixa”.

Para Waldemir José, a questão deve ser levada muito mais a sério do que está se levando, uma vez que envolve dinheiro da população. “Realmente o projeto deve ser analisado com cautela, pois envolve diretamente os bolsos de muitos, já sobrecarregados, contribuintes. Se aprovado, somente para o licenciamento e vistoria de obras,  o proprietário deverá pagar 98 taxas, que vão desde a licença para construção de muros, marquises e tapumes até a liberação do Habite-se”, argumenta o parlamentar.

Além disso, o projeto estabelece 30 taxas que deverão ser pagas anualmente no campo da publicidade, envolvendo instalação de painéis de led, painéis e letreiros luminosos, instalação de outdoors, placas em fachadas de prédio, pinturas em paredes, faixas, balões infláveis, adesivos autocolantes, entre outros. Até para fazer vistorias de placas a Prefeitura irá cobrar o equivalente a uma UFM (R$ 78,79 até dezembro deste ano), ou seja, atingirá grandemente o comércio de rua, como: bancas de jornal e revista, lanchonetes, carros de lanche, barracas, quiosques, coberturas e cabines etc.

“Um projeto desse porte, que envolve cobrança de taxas afetando diretamente o bolso dos contribuintes, não deve ser tratado a ‘toque de caixa’. Penso que a atitude tomada pela maioria dos vereadores foi correta ao negarem o regime de urgência solicitado pelo Prefeito. Minha proposta é que esse projeto seja discutido mais amplamente, com a participação da sociedade”. Afirmou Waldemir José.

Por isso, nesta manhã, o vereador Waldemir José deu entrada no requerimento solicitando que a Câmara realize audiência pública, com a presença do titular da Secretaria Municipal de Finanças, Tecnologia e Controle Interno (Semef) Ulisses Tapajós Neto e do Diretor-presidente do Implurb Antônio Roberto Moita Machado, afim de que a Casa Legislativa possa obter maiores informações e dados para tratar do projeto como esse que mexe diretamente com o dinheiro de uma grande parcela da população.

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