27/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Datafolha: 59% aprovam proibição de Lula a atos sobre golpe de 1964

Publicado em 31 de março, 2024

Datafolha: 59% aprovam proibição de Lula a atos sobre golpe de 1964

Cerca de seis a cada dez brasileiros aprovam a proibição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a atos alusivos aos 60 anos do golpe de Estado que deu início à ditadura militar (1964-1985) no país, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Datafolha no sábado (30).

Em contrapartida, 33% dos entrevistados dizem que Lula agiu mal ao proibir ministros de organizar atos sobre o 60º aniversário do golpe. Outros 8% não souberam responder.

Foram ouvidas 2.002 pessoas de 16 anos ou mais em 147 municípios pelo Brasil nos dias 19 e 20 de março. A margem de erro é dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Veja o cenário apurado pelo Datafolha

Lula agiu bem em proibir ministros de realizarem atos de lembrança ao golpe de 1964: 59%

Lula agiu mal em proibir ministros de realizarem atos de lembrança ao golpe de 1964: 33%

Não sabem: 8%

Silêncio de Lula

O presidente Lula decidiu não melindrar os militares e orientou que fossem evitados eventos oficiais em memória aos 60 anos do golpe militar, o que levou o Ministério de Direitos Humanos, chefiado por Silvio Almeida, a cancelar uma cerimônia marcada para o dia 1º de abril.

Nos bastidores do governo federal, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e Silvio Almeida travaram uma disputa silenciosa sobre o tratamento que deveria ser dado à efeméride.

O historiador Rogério Sottili, diretor do Instituto Vladimir Herzog e ex-secretário de Direitos Humanos do governo Dilma Rousseff (PT), disse ver com preocupação o silêncio de Lula a respeito do tema.

Sociedade civil

“A sociedade civil espera e vai cobrar do atual governo o cumprimento de políticas públicas de reparação e memória dos atos de violência contra a democracia na ditadura militar”, expressou Sottili.

O ativista também cobra de Lula a promessa da recriação da Comissão Nacional de Mortos e Desaparecidos, que foi desativada ao final do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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