O Senado aprovou nesta terça-feira (02/09) autorização para o estado do Amazonas contratar crédito externo de US$ 52,5 milhões para serem investidos no Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim). Também foi aprovado crédito de US$ 216 milhões para modernização dos serviços públicos oferecidos pelo governo estadual à população. A Mensagem da Presidência da República solicitando o empréstimo foi defendida pelo líder do governo na Casa, Eduardo Braga (PMDB/AM).
“Queremos destacar parecer favorável a esses empréstimos e destacar que apoiamos a liberação desses recursos como sempre apoiamos recursos para o estado.”, enfatizou o senador.
Eduardo Braga destacou que este é o novo jeito de fazer política que a população espera de seus verdadeiros representantes.
“O povo não que saber mais daquela política pequena, de quem só vê seus próprios interesses. Temos que fazer política pensando grande, pensando no Amazonas, na melhoria de vida de nossa gente”, afirmou.
A contratação de empréstimo no valor de 52,5 milhões de dólares será com a Cooperativa Andina de Fomento (CAF). Os recursos são para ampliação do Prosamim nas comunidades do Bindá, Sesc, Sharp e São Sebastião. Já os 216 milhões de dólares serão contratados com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Segurança
O senador Eduardo Braga denunciou no plenário do Senado Federal, nesta terça-feira (02/09), o que chamou de situação dramática da segurança no estado do Amazonas. Indignado e preocupado com a situação, o senador falou sobre os fatos ocorridos nas últimas 48 horas que evidenciam o caos instaurado e a falta de segurança no Estado.
Sobre a rebelião ocorrida durante todo o dia na segunda-feira (1º/09), em Parintins, o senador relatou os atos de violência brutal que aconteceram no presídio da cidade. “Pessoas foram decapitadas. Em um governo que, durante quatro anos e meio, não concluiu uma obra no sistema prisional no Estado do Amazonas. A situação é absolutamente crítica”, disse.
O senador se pronunciou ainda sobre os fatos lamentáveis ocorridos nesta terça-feira (2). “Ainda no dia de hoje, um cidadão, assessor de um dos candidatos ao governo, foi brutalmente assassinado com dois tiros na porta do comitê”, denunciou.
“Acabo de ser informado de que vários comandantes das tropas especiais da Polícia Militar do Amazonas estão entregando o cargo em sinal de protesto contra a absoluta falta de planejamento, a absoluta falta de governança, em relação à marginalidade e à criminalidade no Amazonas”, continuou o senador, em seu pronunciamento indignado, referindo-se aos comandantes das Tropas Especiais, da Tropa Ambiental, da Tropa de Choque, da Tropa da Zona Leste e do Comando de Manutenção e Logística.
Eduardo Braga também denunciou a situação de uso da máquina do Estado para fins eleitorais. “Enquanto isso, e falo com absoluta tristeza para comunicar ao Brasil o que está acontecendo no meu Estado, a máquina do governo está pressionada, humilhada, como nunca se viu na democracia do Amazonas”, declarou.
O senador detalhou melhor o uso da máquina no processo eleitoral. “A máquina está pressionada a entrar num processo de campanha ao ponto dos professores, ontem, numa reunião com o secretário de Educação de fato, esticarem uma faixa dizendo que a Secretaria do Estado do Amazonas não é curral eleitoral, que professores não são cabos eleitorais. São mestres que precisam ensinar e educar um povo. Que merecem respeito”, relatou.
O caso da empresária que foi alvejada com cinco tiros na tarde de desta terça-feira (02) também foi lembrado por Eduardo Braga no plenário do Senado. “Se ela não tivesse um carro blindado, estaria morta”, afirmou.
“Quero, portanto, fazer uma denúncia ao Brasil e à imprensa nacional de que a situação no Amazonas é crítica na área de segurança. Faço aqui um apelo ao Senado da República que acione o Ministério da Justiça, que acione as autoridades competentes, para que nós não tenhamos mais episódios dramáticos como estes no Estado do Amazonas”, concluiu.
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