07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Caprichoso abre festival e faz da arena Reino de Encantarias. Veja as fotos

Publicado em 28 de junho, 2014

Com o tema “Táwapayêra”, que significado Aldeia Mística na língua Nheengatu, o boi Caprichoso trouxe para a arena do Bumbódromo a cultura indígena e o misticismo da Amazônia. Táwapayêra retrata o cotidiano dos habitantes dessa terra cheia de encantarias, mistérios e belezas.

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O Caprichoso trouxe grandes alegorias para o bumbódromo. Foto: José Rodrigues.

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O boi Caprichoso evoluindo na arena. Foto: Cabral/Divulgação.

A beleza dos itens femininos do boi azul: a cunhã poranga Maria Azedo e a rainha do folclore Brena Dianná. Foto: Bruno Zanardo/Divulgação

O bumbá Caprichoso revelou os segredos da criação através da Lenda Amazônica “Sehaypóri”, do povo Mawé. A alegoria, do artista estreante no festival, André Amoedo, conduziu a Rainha do Folclore do Boi Caprichoso, Brena Dianná. As tribos indígenas compuseram o segundo momento do Caprichoso. Com a celebração tribal Mawaca, os índios reverenciam a ancestralidade das grandes nações que se tornaram mitos e lendas. Na sequência, o Puracê Tribal Munungawéra, do povo Parintin, também denominado “dança dos espíritos”, fez referência ao rito de sacrifício Myrãkawéra.

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A graça e simpatia da sinhazinha da Fazenda. Foto: Pitter Freitas/ Divulgação.

PARINTINS, BRASIL - Jun 27: Porta Estandarte do Boi Caprichoso, Rayssa Muniz - Representa o símbolo do Boi em movimento. Ela deverá ter garra, desenvoltura, elegância, alegria, sincronia de movimentos entre o bailado e o estandarte. Realizado nos dias 27, 28 e 29 de junho, o 49o Festival Folclorico de Parintins, município a 369 quilometros de Manaus. O Festival Folclorico de Parintins e uma festa popular realizada anualmente no ultimo fim de semana de junho na cidade de Parintins, Amazonas.O festival e uma apresentação a ceu aberto de diversas associacoes folcloricas, sendo o ponto mais importante do evento atualmente é a disputa entre dois bois folcloricos, o Boi Garantido, de cor vermelha, e o Boi Caprichoso, de cor azul. A apresentacao ocorre no Bumbodromo (Centro Cultural Amazonino Mendes). O Festival de Parintins se tornou um dos maiores divulgadores da cultura local. Durante as tres noites de apresentação, os dois bois exploram as temáticas regionais como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos através de alegorias e encenações. É considerado o segundo maior festival folclorico do mundo. Jun 27, 2014 em Parintins, Brasil. (Foto Bruno Zanardo/StockAmazon)

A garra da Porta Estandarte do Boi Caprichoso, Rayssa Muniz. Foto: Bruno Zanardo/Divulgação.

PARINTINS, BRASIL - Jun 27: Realizado nos dias 27, 28 e 29 de junho, o 49o Festival Folclorico de Parintins, município a 369 quilometros de Manaus. O Festival Folclorico de Parintins e uma festa popular realizada anualmente no ultimo fim de semana de junho na cidade de Parintins, Amazonas.O festival e uma apresentação a ceu aberto de diversas associacoes folcloricas, sendo o ponto mais importante do evento atualmente é a disputa entre dois bois folcloricos, o Boi Garantido, de cor vermelha, e o Boi Caprichoso, de cor azul. A apresentacao ocorre no Bumbodromo (Centro Cultural Amazonino Mendes). O Festival de Parintins se tornou um dos maiores divulgadores da cultura local. Durante as tres noites de apresentação, os dois bois exploram as temáticas regionais como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos através de alegorias e encenações. É considerado o segundo maior festival folclorico do mundo. Jun 27, 2014 em Parintins, Brasil. (Foto Bruno Zanardo/StockAmazon)

Bailarinas que se apresentaram no Caprichoso. Foto: Bruno Zanardo/Divulgação.

O boi azul apresentou a Exaltação Folclórica “Morada dos Encantados”, executada ao som da toada Acalanta, um hino à Amazônia. Fauna, flora, costumes, tradições e vivências do povo amazônida foram contextualizados durante a apresentação para se mostrar a importância do cuidar desta exuberância natural para as futuras gerações desfrutarem desta criação divina. Itens como Sinhazinha da Fazenda, Vaqueirada e Caprichoso surgiram na alegoria confeccionada pelos artistas estreantes Kennedy Moraes e Ney Meireles.

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O ‘rei’ David Assayag, levantador de toadas do Caprichoso, levou ao delírio a galera azul e branco. Foto: Pitter Freitas/Divulgação.

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O pajé deu um show na arena. Foto: Pitter Freitas/Divulgação.

Junior Paulain estreia como amo do boi. Foto: Pitter Freitas/Divulgação.

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Arlindo Júnior, como apresentador do boi, explica a evolução do Caprichoso na arena. Foto: Pitter Freitas/Divulgação.

A Figura Típica Regional apresentada foi “O Artesão Indígena”, com a toada Aldeia Mística com objetivo de mostrar a diversidade cultural dos povos através da confecção de trabalhos manuais como flechas, vasos, armadilhas, entre outros. O Caprichoso destacou a mitologia dos Aymarás na região dos Andes do Perú, os segredos da Ayuhasca, o povoado Céu do Mapiá, a bravura dos mura do Rio Madeira e dos Mundurukus do Tapajós até chegar à cerâmica Aruã na Ilha do Marajó. A Cunhã-Poranga, Maria Azedo, surgiu na alegoria, representando a guerreira da mística aldeia.

A nominação das crianças do povo Maraguá, do rio Abacaxis, afluente do Madeira, encerrou o espetáculo de sexta-feira do festival. O ritual de nominação “Ana’wãg”, do artista consagrado Ozéas Bentes, revelou a importância de seis espíritos protetores para a manutenção da vida do povo Maraguá. Tapiraiauara, Çukuyuera, Kaçauaçuranga, Pirarakã, Anauy e Caaporanga eram destaques na alegoria. O pajé, Waldir Santana, regeu do inicio ao fim o grande rito de nominação.

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