
Foto: Divulgação/Abrahão Graham
A Fundação Estadual do Índio (FEI) recebeu, na tarde desta terça-feira (1/8), a visita do embaixador da Nova Zelândia no Amazonas, Richard Prendergast, e do Conselheiro Político, André Capella, na sede da instituição, para fortalecer relações com o país e discutir novas possibilidades de parcerias que beneficiem as comunidades indígenas do Estado.
O membros da embaixada foram recepcionados pelo diretor-presidente da FEI, Sinésio Trovão; o diretor administrativo-financeiro, Vanderlei Alvino; e o diretor-técnico, Luiz Braz, que apresentaram as principais ações e serviços que a fundação vem executando no Estado com os povos originários e também projetos que pretendem colocar em prática, como o da Vila Sustentável Sociocultural, a Copa Indígena Amazonense e a Fábrica de Chocolate Indígena que envolve a agricultura familiar.
Durante o encontro, Richard Prendergast disse que veio ao Brasil tratar de projetos na área de meio ambiente e cultura que envolvem as regiões da Amazônia, principalmente as questões indigenistas.
“No meu país temos os Maoris, nossos indígenas da Nova Zelândia. Eles são polinésios e compreendem cerca de 15% da população do país. Por isso é fundamental compreender um pouco da cultura originária do Amazonas para que possamos verificar a possibilidade de desenvolvermos algum projeto entre os povos de ambos os países, e assim integrá-los economicamente e socialmente através de pequenos projetos”, disse Prendergast.

Foto: Divulgação/Abrahão Graham
Sinésio Trovão pontuou os principais desafios de trabalhar as políticas públicas voltadas aos povos originários do Amazonas através de parcerias aliadas ao desenvolvimento econômico e social de comunidades tradicionais.
“O nosso trabalho da fundação é promover o etnodesenvolvimento dos nossos parentes, permitindo trabalhar e articular ações na área da saúde, educação, cidadania e principalmente na economia. E com isso estamos tendo grandes avanços dentro do Governo do Estado. Logo, buscamos articular parcerias que ajudem os parentes a terem uma vida digna em suas aldeias e em seus territórios sem a ameaça do garimpo ilegal e sem o aumento do desmatamento da Amazônia e consigam colocar alimento nas suas mesas”, comentou.
Trovão ainda agradeceu a presença do embaixador na instituição e disse que pretende fortalecer os laços para criar mecanismos que contribuam de forma positiva para a sustentabilidade, o turismo e a valorização cultural das 66 etnias indígenas presentes no Amazonas.
Na sequência, o diretor convidou o neozelandês e o conselheiro político para conhecer a exposição dos artesanatos indígenas e para assistir à apresentação do grupo cultural mulheres indígenas Caxiri na Cuia, que faz referência a uma bebida típica indígena, elaborada a partir da fermentação do insumo da mandioca.