05/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Nutricionista alerta sobre o risco do uso excessivo de sal na alimentação

Publicado em 24 de julho, 2023

Foto: Divulgação

A nutricionista Daíse Cunha, que atua na Policlínica Dr. Danilo Corrêa, unidade da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), esclarecer sobre os riscos do consumo exagerado de sal na alimentação, hábito que pode resultar em consequências graves para a saúde das pessoas.

O sal é um condimento presente em praticamente todas as cozinhas do mundo e muito utilizado para realçar o sabor dos alimentos. No entanto, o consumo deste produto pode acarretar muitas complicações na saúde de uma pessoa.

“Quando consumimos sal em excesso corremos o risco de desenvolver doenças crônicas relacionadas ao funcionamento dos rins e do sistema circulatório. Uma das mais predominantes na população adulta e idosa é a hipertensão arterial, uma doença de base renal que, quando não tratada ou prevenida, pode levar a graves problemas cardiovasculares e circulatórios”, diz a nutricionista.

Em 2019, um levantamento inédito no Brasil realizado pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) indicou que 9 mil brasileiros consomem quase o dobro da quantidade de sal recomendada pela Organização Mundial de Saúde, que é de 5 gramas.

Vale destacar que o excesso de sal pode agravar doenças como insuficiência renal crônica e diabetes, causando retenção de líquidos, desequilíbrio eletrolítico, ganho de peso e até o risco de câncer de estômago. Controlar o consumo de sal é essencial para prevenir complicações em pacientes com essas condições médicas.

A nutricionista, que também é especialista em nutrição clínica com ênfase em nutrigenômica, nutrigenética e imunonutrição, expõe dicas de como educar a população a não consumir tanto sal em suas alimentações.

“As principais maneiras de tentar evitar o consumo exagerado do sal, que é o cloreto de sódio, é não colocar o saleiro à mesa, não adicionar mais sal na comida após o preparo. Reduzir o consumo de alimentos embalados, industrial e principalmente os ultraprocessados, como biscoitos recheados, macarrão instantâneo, refrigerantes, suco de caixas, achocolatados e temperos de tablete”, finaliza a especialista.

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