
Felipe é apontado como mentor do crime. Foto: Divulgação
Michel de Sousa Moraes, 30, e Brayon de Souza Constantino, 27, presos pela morte do vigilante Elias Pinheiro Ladislau, 40, relataram que o crime foi arquitetado por Felipe Rodrigues Correia.
A dupla foi presa na noite da última terça-feira (18) em lugares distintos de Manaus. Brayon foi detido com duas armas de fogo. Uma delas pertencia ao vigilante e havia sido roubada no dia do crime.
Elias foi morto com um tiro na cabeça enquanto trabalhava em uma área de carga e descarga do Manauara Shopping, bairro Adrianópolis, zona Centro-sul da cidade
De acordo com o delegado Thomaz Vasconcelos, da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), Michel foi o responsável por dirigir o veículo usado no crime e havia saído recentemente do sistema prisional, onde respondia por roubo.
Já Brayon também possui passagem pela polícia e foi quem emprestou a arma usada para tirar a vida do vigilante.
“Quem efetivamente atirou, que é o Felipe, em 2020 ele foi colocado em liberdade. Ele já responde por três crimes de roubo majorado, inclusive um latrocínio e, segundo informações prestadas pelos seus comparsas, ele já teria realizado crimes da mesma natureza cerca de duas, três vezes”, explicou Vasconcelos.
Ainda de acordo com o delegado, o trio tinha a intenção de roubar armas de vigilantes e havia feito uma reunião na noite anterior ao crime marcando de fazer um “tour” pela cidade pra identificar possíveis vítimas. A ideia teria partido de Felipe.
Os suspeitos teriam parado em outros três lugares da cidade antes de se deslocarem ao Manauara Shopping, mas não obtiveram êxito na ação criminosa.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Felipe aborda o vigilante que tentar sacar sua arma, mas acaba baleado na cabeça e tem o objeto roubada.
Em 2019, Felipe recebeu o apelido de “terror dos vigilantes”, pois já havia cometido vários crimes semelhantes. Ele segue foragido.
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