No primeiro livro da Bíblia, Gênesis, encontramos o registro da criação divina com toda perfeição, beleza e bondade. Logo no início temos as explicações que elucidam a razão porque o ser humano e o mundo são exatamente como são, desde os primórdios até os nossos dias. Um mundo cheio de maldade e injustiça, produto de seres humanos maldosos e injustos.
Na verdade, o mundo do jeito que está é uma criação à imagem e semelhança do seu criador, o ser humano. De fato foi Deus quem criou toda matéria e vida, mas, deu ao homem autoridade para administrar e organizar a vida pessoal, familiar e social de acordo com a vontade do verdadeiro Dono e Senhor de todas as coisas, mas, em virtude da queda no pecado, essa gestão humana foi empreendia à revelia do querer divino.
Por isso, as coisas são como são, tão diferentes do que seriam se a humanidade desse ouvidos ao Criador. No entanto, numa trajetória de rebeldia e descaminhos humanos é possível cada vez mais constatar um afastamento progressivo e irreversível de Deus, a tal ponto que levou Jesus a perguntar se, no final dos tempos, ocasião de seu retorno triunfal e glorioso, ele encontraria fé na terra.
Religiosidade extrema e abundante, com certeza, ele encontrará, mas, a fé na verdade revelada; a fé que salva o homem de si, dos seus pecados e da própria justiça divina, que se manifesta pela sua ira, essa fé genuína Jesus questionou se haverá ou não.
Isso indica que, apesar de toda proliferação e crescimento religioso, a humanidade segue seu rumo de apostasia, forjando crenças e crendices que iludem e desiludem, mas, não satisfazem os mais profundos anseios da alma humana.
É por essa razão que, se a igreja de Jesus Cristo, aquela que é fiel à revelação divina registrada nas páginas da Bíblia Sagrada, se calar, coitada da humanidade. A história tem o registro das inúmeras tentativas de calá-la, inclusive pela força e martírio, mas, tudo em vão. Será que a igreja hodierna sucumbirá, se acovardará e se calará diante daqueles que tanto a criticam como instituição arcaica, obsoleta e irrelevante? Com certeza, a igreja que se fundar somente nas Escrituras Sagradas, com ardente desejo de ser fiel e não de ser bem sucedida perante a opinião pública, prosseguirá independentemente de quem ouve ou deixa de ouvir.
Devidamente avisada, a igreja verdadeira, isto é, bíblica, não cria ilusões e expectativas de aceitação e compreensão, pois, a mensagem do evangelho jamais será bem vinda por aqueles que insistem em chamar de certo o que Deus chama de errado e vice-versa. O dever da igreja fiel é manter-se no trilho divino e não descarrilar-se, seduzida pela popularidade que gera prosperidade.
Nunca foi tão necessário que as igrejas se estruturem, se organizem e se apoiem no sólido fundamento da revelação divina, a Bíblia Sagrada. Só assim ela cumprirá seu papel de profeta de Deus a um mundo de costas para Ele. Só assim, a humanidade ouvirá e não terá como escusar-se no juízo final, alegando desconhecer a vontade do Criador.
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Jorge Max é pastor da Igreja Batista Constantinópolis, em Educandos.