06/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Trabalhadores da H-Buster prometem fazer “panelaço” em frente ao TRT

Publicado em 07 de janeiro, 2014

Mais de 1.500 trabalhadores ligados a H-Buster da Amazônia, entre demitidos e ativos, mobilizam-se para um “panelaço” em defesa de suas indenizações e salários na frente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na esquina das ruas Dr. Machado e Visconde de Porto Alegre (Praça 14), às 8h desta quarta-feira (08/01). O objetivo é sensibilizar a Justiça do Trabalho para que libere os 192 contêineres com materiais, que estão sob embargo judicial, para que a empresa possa voltar a produzir e pagar os trabalhadores.

Utilizando principalmente as redes sociais de internet e telefonia celular, as lideranças desses trabalhadores vêm repassando informações sobre a situação da empresa e, agora, convocando a todos para a manifestação às portas do TRT, com faixas, cartazes, panelas e pratos vazios, carros de som e tudo o mais que possa chamar atenção não apenas do Judiciário, também das demais autoridades públicas e da própria sociedade para o problema que vêm enfrentando.

Antes de entrar em crise, a H-Buster empregava cerca de 1.600 pessoas somente na fábrica de Manaus, produzindo equipamentos de som automotivos, notebooks e TVs de tela plana. Devido a vários problemas, entretanto, teve que pedir recuperação judicial no início de 2012. Após isso, através de um plano de demissão voluntária (PDV), desligou 1.113 trabalhadores que tiveram suas indenizações parceladas mantendo pouco mais de 400 empregados.

Como não conseguiu pagar as indenizações, teve os contêineres de cargas arrestados a pedido dos trabalhadores. Mas sem produzir, além de não pagar os demitidos, passou a atrasar os salários dos ainda empregados, que não recebem desde outubro do ano passado.

Depois de muitas idas e vindas, os trabalhadores chegaram a um acordo com a H-Buster e pediram que a Justiça do Trabalho liberasse a abertura dos contêineres para que a produção fosse retomada, as indenizações e salários pagos e cerca de 400 novas vagas fossem abertas. Não deu certo. Os contêineres permaneceram sob embargo e as linhas de produção da empresa paralisadas.

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