Saber controlar os gastos no cartão de crédito é sempre díficil, principalmente nas compras de fim de ano. Para auxiliar o consumidor no uso racional dessa modalidade de crédito, o Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon/AM) destacou algumas dicas para a correta utilização do financiamento das compras.
“O uso carreto do cartão de crédito pode ser um grande facilitador na gestão de suas finanças, mas sua utilização desordenada pode causar verdadeiros estragos financeiros já que os juros desse tipo de transação no Brasil estão entre os maiores do mundo”, explicou o presidente do Corecon/AM, Marcus Evangelista.
Ele e o economista Ricardo Maia destacaram seis pontos principais que devem ser levados em consideração na hora de utilizar o cartão de crédito para as compras de Natal e Ano Novo, como: limite de crédito; quantidade de cartões; data de vencimento; parcelamento sem juros; data de pagamento da fatura e conferência das compras na fatura.
Para Evangelista, é preciso estar atento ao limite de crédito, pois é comum somar o limite do cartão ao seu salário e achar que seu poder de compras é maior. “Cuidado, o limite é o valor total do crédito liberado pela financeira para a sua utilização, entretanto, não é seu. Se usar tem que pagar”, alertou.
Ricardo Maia lembrou que o uso de vários cartões de créditos pode gerar um verdadeiro descontrole nas finanças. “Se seu rendimento é único, não é prudente ter vários cartões com limites de crédito que superam seu salário. Isso é uma tentação de endividamento nesta época do ano. Livre-se deles e mantenha no máximo dois com limites dentro da sua capacidade de pagamento”, sugeriu Maia.
A data do vencimento, de acordo com Maia, também deve ser avaliada na hora das compras de presentes, somado a quantidade de cartões, pois é comum que a data de vencimento deles seja variada.
“Vencimento de fatura antes da data de seu recebimento é uma cilada para o endividamento. Ajuste a data de vencimento do seu cartão para cinco dias após a data do recebimento do salário. Isso evita também que o consumidor pague somente o mínimo do cartão, procedimento que amplia mais ainda os juros”, orientou o economista.
O parcelamento sem juros, prática comum nas propagandas de lojas pode ser um engano, pois muitas vezes existe cobrança de juros embutidas nas vendas parceladas em três vezes. “Por isso sempre é bom comparar com o preço de à vista”, explicou Ricardo Maia.
Tanto ele como Marcus Evangeslita apontaram a necessidade de fazer a conferência de cada item debitado no cartão de crédito ao fim de cada mês. “Será dessa forma que o consumidor irá avaliar se de fato precisava de todos os produtos ou serviços prestados naquele período ou se a utilização do cartão foi desnecessária e prejudicial as suas finanças”, declarou Evangelista.