O superintendente da Zona Franca de Manaus, Thomaz Nogueira, encontrou-se hoje (25/11), à tarde, com o prefeito Arthur Virgílio e o secretário de Governo da Prefeitura, Humberto Michiles, no gabinete do prefeito, para “aparar as arestas” em relação ao distrito industrial. Os dois fumaram o “cachimbo da paz” e acertaram a forma como a Suframa e a Prefeitura vão cuidar do local.

O superintendente da Suframa (esquerda) e o prefeito de Manaus fumaram o “cachimbo da paz”. Foto: Fábio Alencar/ Suframa/ Divulgação
Ao final, Arthur confirmou a presença na abertura da 7ª Feira Internacional da Amazônia (Fiam), que ocorre nesta quarta-feira (28/11), às 17h, no Studio 5. Thomaz apontou dez áreas no distrito que podem ser usadas pela Prefeitura, das quais seis já pertencem ao município. “Só precisamos definir onde serão feitas creches e onde serão Unidades Básicas de Saúde (EBS)”, disse o prefeito, que solicitou da assessoria providências para a ocupação dos locais.
Os dois se estranharam por causa da responsabilidade pela manutenção das ruas do distrito, depois que moradores dos conjuntos próximos fecharam a rua Buriti, uma das principais da área, tomada por buracos. Thomaz disse, numa entrevista coletiva, que ” o Distrito não é diferente de qualquer outra área de Manaus. Ele não é um condomínio fechado e a responsabilidade sobre a sua manutenção é da Prefeitura de Manaus”.
A declaração gerou uma Nota Oficial da Prefeitura. “Em março, a Secretaria de Infraestrutura do Município se ofereceu, por meio de um ofício, para fazer uma operação tapa-buraco no Distrito Industrial enquanto o convênio (Estado-Suframa) não iniciava. A resposta, dois meses depois, foi que não precisava desta ação porque haveria uma ação mais profunda com uso dos recursos federais do convênio”.
Thomaz e Arthur conversaram e chegaram a um entendimento que “aparou as arestas”, como o superintendente havia prometido em entrevista ao blog.
“A Zona Franca é fundamental para o Brasil, mas qualquer investidor que olhar hoje para o distrito vai colocar em dúvida a capacidade de gestão de seus administradores”, disse o superintendente, para quem deve ser feita uma requalificação completa da área. O prefeito defendeu maior aporte de recursos federais para a região. “Entendemos a necessidade do contingenciamento de recursos da Suframa, mas é preciso definir um percentual mínimo de liberação. Manaus faz muito pelo Brasil e é preciso reconhecer isso”, disse.
Thomaz, Arthur e o governador Omar Aziz conseguiram um entendimento que vinha sendo buscado sem êxito há várias gestões de superintendentes, prefeitos e governadores. O superintendente conseguiu a liberação de recursos federais e o Estado assinou convênio para recuperação de 30 vias na região. A prefeitura abriu mão da gestão sobre as obras.
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