O Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) e da Secretaria de Florestas e Extrativismo do Estado (Seafe/SDS), e o World Wide Fund Brasil (WWF), em parceria com a Cooperação Técnica Alemã – GIZ, promoverão o Seminário “Diagnóstico da Cadeia de Valor da Madeira no Estado do Amazonas”.
O evento acontecerá 25 a 27 de novembro, no Da Vinci Hotel (rua Belo Horizonte, nº 240, Adrianópolis, zona centro-sul). Na abertura, dia 25, o encontro inicia às 14h. Nos demais dias, as atividades iniciam às 8h30.
O objetivo é apresentar os resultados das oficinas realizadas em cinco municípios do Amazonas, sendo eles Tefé, Apuí, Lábrea, Manacapuru e Boa Vista do Ramos com ênfase nas limitações e oportunidades de melhorias e ao mesmo tempo subsidiar os ajustes na política de fomento de uso do recurso florestal madeireiro no Amazonas.
Na ocasião, será lançado um estudo que vem sendo desenvolvido pelo WWF-Brasil e Idam desde o primeiro semestre de 2013, que consiste no mapeamento da cadeia produtiva da madeira nos cinco municípios, onde serão identificados entraves e propostas de melhorias.
Madeira sustentável – De acordo com a chefe do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Florestal do Idam, Nadiele Pacheco, a ideia é discutir e buscar soluções para a atual produção e comércio de madeira sustentável no Amazonas. “Durante o seminário discutiremos a possibilidade de aumentar, cada vez mais, esta prática, a fim de garantir a geração de renda no campo e conservação da biodiversidade das florestas amazonenses”, destacou.
A estimativa é reunir cerca de 70 pessoas, entre servidores públicos, representantes de cooperativas de extrativistas e produtores de madeira, órgãos de fomento, parlamentares, prefeituras do interior do Amazonas e organizações não governamentais que têm interesse no tema.
Mercado e conservação – Por meio deste estudo, os responsáveis querem conhecer a produção de madeira sustentável nesses locais e obter informações básicas sobre o tema, como, por exemplo, quantos e quem são os produtores de madeira nesses municípios, quais as vantagens competitivas, dificuldades e como esta cadeia produtiva pode ser reforçada, a fim de aliar as demandas do mercado à conservação dos recursos naturais.
Segundo a programação divulgada pelos organizadores, estão previstas para o seminário apresentações de relatos de experiência, de vídeos de associações comunitárias; de leis específicas para o manejo florestal em pequena escala; de linhas de créditos para esta atividade econômica, além de plenárias e a estruturação de um plano de monitoramento de atividades para o aperfeiçoamento da cadeia produtiva da madeira.
Outros temas chaves que também serão tratados no evento são a regularização fundiária, o licenciamento ambiental e o fortalecimento das associações envolvidas na cadeira produtiva da madeira.
O gerente de apoio à produção florestal madeireira do Idam, Eirie Vinhote, afirmou que o objetivo desta empreitada é garantir o “perfeito funcionamento” da cadeia produtiva da madeira no Amazonas. “O estudo que vamos lançar e as discussões que vão ocorrer no seminário vão servir para levantar quais são os problemas comuns que acontecem nesses e outros municípios; e também para saber como o poder público pode intervir para reforçar a produção de madeira sustentável”, explicou.
O que é madeira sustentável? – De modo geral, madeira sustentável é um material proveniente de árvores monitoradas, ou seja, cuja procedência pode ser verificada. Em muitos casos, este monitoramento é a “chave” para garantir uma série de benefícios ambientais e sociais aos envolvidos em sua cadeia produtiva como produtores, moveleiros e compradores.
Entre os benefícios geralmente relacionados à madeira monitorada, estão: a obediência à legislação vigente; respeito ao direito de populações indígenas e tradicionais de possuir e usar sua terra; uso múltiplo dos recursos da floresta com a exploração da madeira ocorrendo em paralelo à exploração de produtos não madeireiros (óleos, sementes e raízes).