12/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

‘Fred Fernandes não matou minha filha. Quem matou foi o Alírio, filho do coronel Lemos’, afirma pai de Danielle Damasceno

Publicado em 20 de novembro, 2013

O empresário Waldemarino Damasceno, pai da estudante Danielle Damasceno, a Danny, decapitada aos 20 anos, no dia 19 de março de 2001, fez revelações bombásticas hoje (20/11), ao programa Manhã de Notícias, da Rede Tiradentes. “Quem matou minha filha não foi o Fred, mas o Alídio Lemos, filho do coronel Lemos”, afirmou ele.

O pai de Danny revela que, na noite do crime, uma amiga da filha, Tatiane, foi buscá-la em casa, às 2h. E se emociona ao confessar: “Minha filha, jamais imaginei, mas usava drogas. Ainda hoje há várias meninas pobres que saem com rapazes de classe mais alta e consomem drogas”, disse. O grupo foi diminuindo, à medida que a noite avançava, sendo reduzido a Fred, Alírio e Marcelo, este, filho do também coronel PM Victor. “Hoje eu sei que o Marcelo saiu antes e o Fred só soube que não matou minha filha dois meses depois porque, naquela noite, ele estava dormindo no banco de trás do carro, completamente drogado”, acusa.

Waldemarino (direita), durante entrevista à Rede Tiradentes.

Waldemarino (direita), durante entrevista à Rede Tiradentes.

Fred Fernandes Filho foi condenado a 18 anos de prisão, em 2003, pela morte de Danny, de quem era namorado, e cumpre a pena, por progressão, em regime semiaberto. O coronel Júlio César Lemos, à época comandante do Estado Maior da Polícia Militar, já foi para a reserva. Waldemarino Damasceno e a esposa, Terezinha de Jesus Rocha, são acusados de matar o pai de Fred, o técnico agrícola Fred Fernandes, no dia 10 de junho de 2001. O julgamento dos dois está marcado para o dia 28/11.

Oito pessoas foram mortas por causa do crime. Sete eram policiais, além do pai de Fred. Os policiais Olavo Luiz Farias Paixão e Ronaldo Melo da Silva foram condenados a 33 anos e oito meses de prisão, dia 20/11 deste ano. Claudiney da Silva Feitoza já havia recebido, anteriormente, a mesma sentença. O processo tem 11 volumes.

Damasceno, que tem parte do corpo coberto por uma psoríase, doença de fundo nervoso desenvolvida após a morte da filha, fez diversas acusações e reclamou de ter tido o direito de defesa cerceado. “Até hoje não consegui uma acareação com o soldado (José Ademir) Pinto Dutra, que afirma ter sido testemunha de que eu contratei, com dois coronéis (Aroldo e Roosevelt), em três encontros, a morte de Fred”, relata.

O pai de Danny levanta a camisa para mostrar o corpo coberto pela psoríase, doença de fundo nervoso que adquiriu após a morte da filha

O pai de Danny levanta a camisa para mostrar o corpo coberto pela psoríase, doença de fundo nervoso que adquiriu após a morte da filha

Terezinha, mãe de Danny, tem problemas mentais, hoje mora na cidade de Parnamirim, com autorização judicial. “Ela passa a maior parte do tempo numa cama, mas está à disposição da Justiça”, disse o marido.

Ouça, abaixo, a íntegra da entrevista de Waldemarino Damasceno e as diversas acusações que ele faz. E, em seguida, clique aqui para ouvir a defesa do promotor Fábio Monteiro:

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