Após fiscalização realizada pela Prefeitura de Manaus em conjunto com a Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, o hotel Dona Geni, na Avenida Floriano Peixoto, no Centro, foi interditado na tarde desta terça-feira, dia 19.
Além de péssimas condições sanitárias e do eminente risco de incêndio, o estabelecimento funcionava sem nenhuma licença ou autorização com validade. Ação também contou com o apoio de fiscais da Eletrobras Amazonas Energia.
O hotel interditado nesta terça-feira é o mesmo onde um homem foi encontrado morto com uma facada no pescoço por volta de 6h30 da última segunda-feira, dia 18. A vítima era recepcionista do estabelecimento.
Pela Prefeitura de Manaus, a ação foi coordenada pela Secretaria Municipal do Centro – Semc e segundo assessor jurídico da secretaria, Luiz Alberto Nazareth.
Um dos motivos da interdição é a ausência de Alvará de Funcionamento, constataram fiscais da Secretaria Municipal de Finanças – Semef.
O último alvará obtido pelo hotel é de 2005. O estabelecimento também não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros – AVB e tinha extintores vencidos em 2011. Um grande desastre, afetando até a vizinhança, poderia ocorrer em caso de incêndio.
A fiação elétrica de todo o prédio era bastante comprometida. Além de exposta, foi identificado risco de curto-circuito e, por consequência, de incêndio.
Marco Fabris, fiscal de saúde do Departamento de Vigilância Sanitária – Dvisa, informou que o hotel foi multado em aproximadamente R$ 14 mil. Além de não possuir Licença Sanitária, foi observado risco a saúde.
“Havia muita sujeira. Colchões sem revestimentos e cheio de fungos. Infiltrações em todos os locais e um odor insuportável”, disse Marco. O Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano – Implurb também participou da ação.
Pela Polícia Civil, a operação foi comandada pela delegada Márcia Maciel, titular da Seccional Sul e a ação contou com o apoio de homens do grupo especial da Polícia Civil, o Fera.
Três quartos do hotel eram alugados ao valor mensal de R$ 600. Em um deles um casal com uma criança de seis meses estavam morando.
Em outro moravam uma família, com marido, esposa e filho, há mais de oito anos. A criança tem cinco anos. As famílias foram assistidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos – Semasdh.