06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Confira quem são os cotados para assumir Fazenda, Petrobras, Tesouro, BNDES e Cultura

Publicado em 31 de outubro, 2022

Foto: Divulgação

Após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o terceiro mandato de presidente da República, já começam a ser divulgados os nomes cotados para compor a equipe ministerial.

Para o Ministério da Economia, os mais cotados são o senador eleito Wellington Dias (PT-PI), o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) – também citado para outras funções, entre elas negociador político ou ministro da Saúde – e Fernando Haddad, que disputou e perdeu o governo de São Paulo. Mas, Lula também já teria indicado querer Haddad novamente no Ministério da Educação, pasta que já foi ocupada pelo paulista.

Outros nomes cotados para Economia são Henrique Meirelles, que foi presidente do Banco Central de Lula e ministro da Fazenda de Michel Temer (MDB); o economista Pérsio Arida, um dos pais do Plano Real; e o também economista Armínio Fraga.

Agricultura, Indústria e Bolsa Família

Márcio França (PSB) é cotado para comandar um eventual Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Simone Tebet (MDB) poderá assumir o Ministério da Agricultura, que no governo Lula terá a função adicional de reforçar ao mundo a imagem de que o agronegócio brasileiro é alinhado com a defesa do ambiente.

Outros nomes cotados para a Agricultura são o deputado Neri Geller (PP-MT) e o senador Carlos Fávaro (PSD-MT).

E o PT deseja reforçar a pasta que cuidará da área social, que deverá incluir uma reedição do Bolsa Família. Para o comando dessa pasta, a ex-ministra de Desenvolvimento Social Tereza Campello é a mais cotada.

Planejamento

O novo ministro da Fazenda, caso a nomenclatura anterior seja reconstituída, vai definir o modelo para a reimplantação das pastas aglutinadas à Economia. Um exemplo é o futuro Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

A responsabilidade do Planejamento será a de participar da reforma administrativa e deve ainda acompanhar uma espécie de reedição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento, é cotada para ter um cargo de comando do programa de obras de infraestrutura.

Os nomes do PT para ocupar o Ministério do Planejamento são Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Gleisi Hoffmann. Também são considerados Wellington Dias e Rui Costa, governador da Bahia em final de mandato, também cotado para a Casa Civil.

Para a Secretaria de Orçamento Federal ainda não há nomes para assumi-la.

Secretarias

O economistas Felipe Salto poderia ir para a Secretaria do Tesouro Nacional, o também economista Bernard Appy, embora sem cargo definido, deverá destravar a reforma tributária.

Appy foi secretário de Política Econômica e também titular da Secretaria Extraordinária de Reformas Econômico-Fiscais, ambas ligadas ao Ministério da Fazenda, durante os governos Lula. É coautor de uma das principais propostas de reforma tributária discutidas nos últimos anos, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 45.

Deverá ser criado um Ministério do Empreendedorismo e da Economia Criativa, para repor as funções da secretaria de Micro e Pequena Empresa, que tinha status de ministério.

Petrobras e BNDES

O nome do senador Jean Paul Prates (PT-RN) é citados para o Ministério de Minas e Energia. Historicamente, a área era de influência do MDB, mas a tradição foi quebrada na gestão de Jair Bolsonaro (PL). Lula, no entanto, pode trazê-la de volta, e Prates, que teve forte atuação no setor de óleo e gás, também é visto como opção para assumir a Petrobras.

Para o comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), o cotado é o economista e ex-presidente do banco Fator, Gabriel Galípolo, que atuou na campanha como um conselheiro econômico de Lula.

Nomes mais técnicos deverão ocupar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Cultura

Lula já prometeu recriar o Ministério da Cultura, que foi rebaixado à secretaria na gestão de Bolsonaro. Ainda não se sabe quem comandará a pasta, mas já há possíveis nomes circulando, inclusive de algum artista para repetir a fórmula do cantor e compositor Gilberto Gil, que comandou a pasta entre 2003 e 2008. Um dos nomes cogitados é o da cantora Daniela Mercury.

O sociólogo Juca Ferreira também é cotado para um futuro Ministério da Cultura. Ele participou da gestão de Gilberto Gil e o sucedeu no cargo nos governos Lula e Dilma. Também comandou as secretarias de cultura de São Paulo e Belo Horizonte.

A deputada federal Jandira Feghali, ganhou projeção no setor cultural após capitanear articulações para aprovar a lei Aldir Blanc 2. Mas, pessoas que acompanham a articulação petista não acreditam que ela deva, por enquanto, chegar ao posto de ministra.

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