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A médica anestesiologista e fundadora do Serviço de Terapia da Dor e Cuidados Paliativos da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), Mirlane Cardoso, assinou um manifesto, com abrangência sobre toda a América Latina, que defende políticas públicas para o tratamento oferecido a crianças e adolescentes que sofrem com dor. O documento foi formulado e assinado durante o XIV Congresso Latino-Americano de Dor, em Lima, no Peru, nesta semana.
A Declaração de Lima sobre a Dor Infantil traz dez pontos. Dentre eles, pontua que a dor é uma experiência de natureza biopsicossocial e, por sua complexidade, precisa de atenção interdisciplinar, e não só médica.
O documento também expressa que o tratamento da dor é um direito do paciente infantil e que eles não podem ser estigmatizados por conta da dor. O acesso deve ser facilitado à criança e ao adolescente, e suas famílias precisam ser ouvidas quanto à conduta no tratamento.
“O manifesto é de todos os países latino-americanos sobre a pouca importância que se dá a dor infantil. Isso não é só o Brasil, mas toda a América Latina. Tive a honra de assinar essa carta, que deverá ser traduzida para o português. O ato é histórico e de interesse mundial”, disse Mirlane Cardoso.
O Serviço de Terapia da Dor e Cuidados Paliativos é oferecido na FCecon desde 1997, dando suporte com médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas aos pacientes oncológicos com quadros onde não há mais possibilidade de cura. O serviço conta com Ambulatório de Dor, atendimento domiciliar e interconsultas na enfermaria.
Os pacientes da FCecon na faixa etária infantojuvenil também têm acesso ao serviço, que possui particularidades. “É um grande erro tratar as crianças como adultos pequenos. A abordagem deve ser diferente. E o manifesto visa buscar soluções para o tratamento da dor infantil”, afirma a médica da FCecon.
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