13/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Postos de combustíveis em Manaus com ‘falta de ar’

Publicado em 20 de julho, 2011

Foi em 1912 que teve inicio a distribuição de combustível no Brasil, época em que esse tipo de serviço era realizado por meio de baldes e tambores.  Desde então, já se passaram 99 anos. Hoje, os postos de combustíveis apresentam uma série de serviços além do abastecimento do veículo. Dentre eles podemos citar: a venda de gelo, bebidas, óleos lubrificantes, serviço de lava-jato, troca de óleo, loja de conveniências e não podemos esquecer a calibragem de pneus.

Podemos dizer que o habitat natural de um automóvel é um posto de combustível, pois existe uma dezena de razões para pensar assim. Acontece que a vida não tem sido muito fácil para eles não, pois falta combustível, a troca de óleo não acontece da forma regular, com o óleo correto, os carros não ficam tão limpos como parece, o atendimento também não ajuda nas estatísticas, o posto de combustível foi transformado em ponto de encontro, onde o happy hour tornou-se uma pratica comum, no fim do dia – e não me refiro a jovens descompromissados ou irresponsáveis não, são homens e mulheres adultos, que esqueceram o sentido de ordem e que deveriam estar “em outra”, como dizem os mais jovens.

Fico imaginando se os automóveis fossem racionais, o que estariam pensando? Nossa casa foi invadida, nosso espaço foi tomado, além de não termos mais água para o radiador, nem o ar para os pneus. Ficamos sem o nosso espaço!

A tudo isso, soma-se a nota que não emitem se não pedir, o troco que demora, pois somente um frentista tem o dinheiro no bolso, a máquina de cartão que fica sem sistema, ufa… é muita bronca, mano velho!

Nos últimos dias estive realizando uma das minhas pesquisas pessoais que faço, sempre que acho que algo importante precisa ser compartilhado.

Desta vez foram os postos de combustíveis e seus não funcionais calibradores de pneus. Eles não funcionam! E isso irrita o cidadão, fazendo com que ele muitas das vezes perca as estribeiras. O camarada sai de casa e não atenta que o pneu está secando, as pessoas começam a chamar a atenção dele sobre o fato, daí ele começa uma peregrinação pela busca de ar para o pneu de seu automóvel, se der sorte chega logo a um borracheiro, que logo o atende e ganha o guaraná. Se não encontrar o borracheiro tem que ir ao posto mais próximo, aí começa o drama.

A seguinte pergunta é feita: “MEU AMIGO, TEM AR?” e vem a resposta: “TEM NÃO, O COMPRESSOR TA QUEBRADO!” e ele continua, e o pneu secando, segue para outro posto, e mais outro, até que no apagar das luzes, aos 45’ do segundo tempo e mais os acréscimos, encontra um que o equipamento está funcionando. Aliviado, o motorista calibra os pneus. Respira fundo, arruma a camisa, e vai dá continuidade ao seu dia, cansado e estressado, ele segue a vida.

Voltando à pesquisa, o resultado foi o seguinte: na Zona Leste 15 postos foram verificados e somente três deles apresentavam equipamento em funcionamento, nos bairros de Tancredo Neves, Coroado e Jorge Teixeira. Alguns até já não estavam no local, enquanto outros estavam cobertos com um plástico preto, caracterizando que tão cedo eles não seriam consertados.

Na Zona Centro Sul, 12 postos foram verificados, sendo que apenas 2 estavam com o calibrador em funcionamento, nos bairros de São Geraldo, Nossa Senhora das Graças e Chapada. E na Zona Sul outros 10 postos foram verificados, com apenas um equipamento em funcionamento, nos Bairros de Cachoeirinha, Educandos e Morro da Liberdade.

No total foram 37 postos verificados e apenas 6 aparelhos em funcionamento. Para não ter que depender desses postos e seus aparelhos calibradores de pneus ineficientes, o melhor é estar sempre com o estepe em dia.

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Autor
Cleonço Lucena

* Cleonço Lucena é biólogo, coordenador de meio-ambiente do Colégio Literatus, especialista em ge...

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