Apresentado na semana passada aos ministérios de Planejamento e das Cidades e orçado em aproximadamente R$ 1 bilhão, o projeto de mobilidade urbana dos governos municipal e estadual para Manaus aparece na imprensa nacional, por dois dias consecutivos (ver links abaixo), como um “paliativo” para as necessidades da cidade na Copa do Mundo de 2014.
Formatado a dez meses do mundial de futebol, o pacote de obras é apresentado como alternativo e substituto ao projeto inicial – que previa obras do monotrilho e BRT (avaliadas em R$ 2 bilhões), mas já descartado de ficar pronto antes do evento esportivo.
Em “Projeto original fracassa e políticos criam novo plano de obras para Manaus a 10 meses da Copa”, publicado no Blog do Vinicius Segalla, do Uol, se fala em ‘abandono’ do planejamento original, em execução desde janeiro de 2010, sob a justificativa de não ficar pronto a tempo.
No texto, ainda, Segalla coloca ‘em xeque’ a eficácia do projeto apresentado na semana passada para a Copa do Mundo em Manaus, uma vez que somente a primeira fase estará concluída até junho de 2014. A partir de recursos do PAC da Copa, estão previstas dez obras, entre abertura de corredores viários e ampliação de avenidas na cidade.
Pelo disposto no projeto levado a Brasília, são mais de R$ 800 milhões em recursos federais para execução de nove projetos dentro do PAC da Mobilidade (pelo Governo do Amazonas) e R$ 153 milhões para o “Corredor da Copa” na capital amazonense, a ser executado pela Prefeitura de Manaus.

Arena da Amazônia é a única obra da Copa que está dentro do prazo. Foto: Chico Batata/ Agecom/ Divulgação
‘Descrente’
Em matéria de hoje, também do UOL, assinada por Aiuri Rebello, a repercussão é com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que diz não ter acreditado, desde o início, na execução das obras de mobilidade urbana na capital amazonense, por conta “da falta de recursos federais e problemas de licenciamento ambiental nos projetos”. Porém, ele afirma que o novo plano de obras terá total apoio do Governo Federal.
Governo justifica
Em nota, Governo do Amazonas esclarece que, diferente do publicado no portal de notícias UOL, o conjunto de projetos de mobilidade urbana não tem relação com a realização da Copa do Mundo de 2014, mas para melhoria de vida em Manaus.
Segundo o texto, a proposta foi em resposta à demanda do próprio Ministério, como parte das contribuições que o Governo Federal tem solicitado de todos os Estados brasileiros para desenhar o Pacto Nacional de Mobilidade.
Orçadas em quase R$ 800 milhões, as propostas do Estado preveem construção de complexos viários interligando as zonas Leste a Oeste da capital, um novo complexo para facilitar o fluxo na saída da ponte Rio Negro, na Zona Oeste, e outro entre os bairros da Chapada e Parque das Laranjeiras, na zona Centro-Sul. Entre as propostas estão ainda os corredores viários da Avenida do Futuro, da Colônia Antônio Aleixo e dos Franceses, além da interligação da BR-174 com a Avenida do Turismo.
Em relação ao monotrilho e ao BRT, o Governo do Estado esclarece que pediu a retirada dos projetos da Matriz de Responsabilidades para a Copa do Mundo, e foi atendido pelo Grupo Executivo da Copa (Gecopa). Isso porque, caso continuassem na Matriz, as obras teriam que ser concluídas no primeiro semestre de 2014 e, de acordo com o cronograma atual, as obras serão entregues em 2015.
O Estado não qualifica as duas intervenções como ‘indispensáveis’ para o evento esportivo, porém importantes para a mobilidade urbana na capital. O projeto de mobilidade para a Copa do Mundo, que foi aprovado pela FIFA em 2010, inclui apenas o atual sistema de transporte convencional de Manaus.
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