04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Seind e MJ realizam oficinas de proteção dos conhecimentos tradicionais em comunidades indígenas

Publicado em 15 de julho, 2013

A Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) e o Ministério da Justiça (MJ) realizaram no último fim de semana, em Rio Preto da Eva (a 70 quilômetros de Manaus), a oficina “Marcos Legais de Proteção dos Conhecimentos Tradicionais”. A atividade é resultado de um convênio firmado entre as duas instâncias em 2009 e faz parte do projeto “Propriedade de saberes e afirmação da identidade étnica: interlocução dos marcos legais de proteção dos conhecimentos tradicionais”.

O cronograma de oficinas que começou no fim de junho, em Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus), prevê a realização de mais oito atividades em oito municípios diferentes, até o fim deste ano. A ação direta é desenvolvida pela câmara técnica “Promoção dos Povos Indígenas – Perspectivas de Valorização do Patrimônio Sociocultural”, do Comitê Gestor de Atuação Integrada entre o Governo do Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (Funai).

O benefício também irá contemplar comunidades indígenas de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro, Parintins, Lábrea, Humaitá, Eirunepé, Atalaia do Norte e São Paulo de Olivença.

“CDB, MP, Artigo 8 ‘J’, OIT, propriedade intelectual, anuência prévia, COP são assuntos muito complexos reduzidos em siglas, que vêm sendo discutidos internacionalmente, mas que os povos interessados, entre eles os indígenas, não têm o conhecimento necessário”, informou a antropóloga e técnica do Departamento de Promoção dos Direitos Indígenas (Depi), da Seind, Chris Lopes. “Então, o objetivo do projeto é garantir que pelo menos uma parcela dos povos indígenas do Amazonas conheça os conceitos, a origem e o objetivo de cada tema, para que possam construir a sua própria interpretação”, justificou.

Em Rio Preto da Eva, a oficina ocorreu entre os dias 11 e 14, na comunidade Beija Flor 1, e envolveu indígenas de Beija Flor 2 e 3, de povos como Tukano, Dessano, Sateré-Mawé e Marubo.

Na região de Tabatinga, os trabalhos foram realizados em Umariaçu 2, do povo Tikuna, e envolveu a comunidade Luiz Ferreira, do povo Kokama, com beneficiamento para mais de 70 indígenas dos dois povos.

“Em Tabatinga tivemos um rico encontro de saberes e percebemos que é possível traduzir a discussão em tikuna, kokama e foram construídas versões críticas que fortalecem cada vez mais a identidade indígena, em especial tikuna e kokama”, ressaltou Chris Lopes.

Livro/catálogo
Outro fruto do projeto é a produção de um livro/catálogo, que será confeccionado com a iconografia dos povos que participam das oficinas e a sua interpretação sobre o conteúdo.

Esse material será distribuído para as comunidades envolvidas, para que usem em atividades diversas e, assim, promovam a discussão e o conhecimento a outros indígenas.

Veja mais notícias em Releases

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.