O projeto de integração ao Pacífico dos países da América do Sul, no Cone Norte, entre Manaus e Manta (Equador), segue em frente. Na sexta-feira, durante reunião em Quito, capital equatoriana, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que o Brasil seguirá adiante com essa idéia. A integração tanto servirá para agilizar o comércio dentro da região, como também da América do Sul com a Ásia.
O Polo Industrial de Manaus (PIM) ganharia fôlego extra com os mercados que se abririam no Peru e Equador, ao longo de hidrovias e rodovias, para venda de produtos dos polos eletroeletrônico, especial TVs, e de duas rodas, com as motocicletas fabricadas na capital amazonense.
O eixo Manta-Manaus será um corredor que funcionará via fluvial, rodoviária, marítima e aérea, no caso das mercadorias que vão para a Ásia. Sexta-feira, o presidente equatoriano, Rafael Correa, visitou a província amazônica de Sucumbíos para inaugurar um trecho da via fluvial que ligará Brasil e Equador.
A nação andina enviou seu primeiro frete para o Brasil, composto de cimento, aço e mostras têxteis, e partiu do porto de Itaya em direção ao porto fronteiriço de Leticia e Tabatinga, entre Brasil e Colômbia.
Para o vice-ministro equatoriano de Gestão de Transporte, David Mejía, que já esteve em Manaus falando para lideranças empresariais do PIM, o envio desta carga é “um símbolo” e uma mostra que o Equador está preparado para “ativar o comércio internacional”, e que o rio Napo, que cruza grande parte da Amazônia equatoriana e peruana, “é navegável”.
Patriota, na saída de sua visita à sede permanente da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), assinalou que o projeto diminuirá o déficit comercial entre dois países.
Por sua vez, Mejía destacou que espera-se que o ano que vem já estejam prontas as infraestruturas e os regulamentos requeridos para iniciar uso regular da hidrovia.
* Com informações da Agência EFE
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