O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, lança nesta quinta-feira (4), o livro “História do Monumento à Província”, do escritor e historiador amazonense Mário Ypiranga Monteiro (1909 – 2004), às 18h, no hall superior da Biblioteca Pública do Amazonas, no Centro de Manaus.
A terceira edição ilustrada da obra é uma iniciativa do programa de incentivo à leitura Mania de Ler, através do projeto edições de Livros, que busca incentivar novos escritores, promover obras de autores locais e reeditar livros consagrados da literatura amazonense.
De acordo com o diretor do departamento de Literatura da SEC, Antônio Ausier, com mais esse lançamento, o Governo do Amazonas está ampliando o acesso da sociedade a uma obra que conta a trajetória de construção do monumento dedicado à elevação do Amazonas à categoria de Província (1850) e do seu fundador, o coronel paraense João Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha (1798-1861), primeiro presidente da província do Estado.
“Essa obra é importante porque Tenreiro Aranha tem grande relevância na história do Estado, além disso nos aproximamos do dia 5 de Setembro, quando o Estado vai comemorar 163 anos como Província”, destacou Ausier.
O livro foi publicado inicialmente há mais de 30 anos e as duas edições anteriores da obra (1981 e 1999) estão esgotadas. Para suprir a lacuna, são disponibilizados agora mais 300 exemplares do livro, e a maior parte ficará disponível nos espaços públicos da Secretaria de Cultura.
Em História do Monumento à Província, o autor traz a polêmica sobre a data de implantação do monumento -1883 ou 1907 –, os atos e ata da inauguração da obra e muitas fotografias. Mário Ypiranga esclarece que o monumento foi instalado primeiramente na Praça Tamandaré em 1907 (Adalberto Vale) e depois na Praça da Saudade em 1932 (5 de Setembro), onde está até hoje.
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“A conclusão a que se chega é que o monumento fora idealizado para consagrar o fato da emancipação política do Amazonas, com apenas o busto do inaugurador. Tenreiro Aranha esteve bastas vezes envolvido nas demarches políticas, de que viria a sofrer consequências funestas, foi mesmo dos mais ardentes partidários e defensores da causa soberana do Amazonas e tanto que o imperador concedeu-lhe a honra de ser o primeiro presidente da nova província”, relatou Mário Ypiranga Monteiro no livro História do Monumento à Província, p. 33.