19/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Caprichoso amplia alegorias que fizeram sucesso na década de 1990 e faz ‘remake’ que empolga galera em grande noite

Publicado em 30 de junho, 2013

“Amazônia quaternária”, “Amazônia catedral verde”, “Lagarta de fogo” e outros grandes momentos do Caprichoso da década de 1990 foram lembrados na segunda noite do bumbá Caprichoso, no 48º Festival Folclórico de Parintins. “Foi um grande momento e me sinto orgulhoso de ter sido lembrado”, disse o ex-diretor de artes do bumbá Simão Assayag, que comandou muitas dessas apresentações.

Alegoria das caravelas veio maior e trazendo cobras-grandes que, por sua vez, trouxeram a cunhã-poranga Maria Azedo. Fotos: Tereza Cidade

Alegoria das caravelas veio maior e trazendo cobras-grandes que, por sua vez, trouxeram a cunhã-poranga Maria Azedo. Fotos: Tereza Cidade

O Caprichoso jogou com a emoção. Logo na entrada, a menina Cid Emanuelle, descendente de Roque Cid, cantou “Amazonas”, de Chico da Silva, ao lado de David Assayag. Outro descendente de Cid, Serginho Cid, foi quem deu, pela segunda noite, o primeiro toque no tambor que inicia a Marujada de Guerra.

As alegorias, maiores e praticamente alcançando o teto do Bumbódromo, hoje estabelecido na estrutura de aço feita para suporte de luz e som, marcaram pela grandiosidade, movimentos e acabamento aprimorado. O ritual “Bororo”, de Rossy Amoedo, foi o ponto alto da noite, encenando a viagem dos espíritos até a morada final, a “morada dos mortos”. Foi uma das maiores alegorias da história do festival.

Os itens vieram em alegorias especiais. A cunhã-poranga, Maria Azedo, fez duas aparições, saindo da cobra-grande que simbolizou o temor dos monstros amazônicos pelos primeiros navegantes e depois em cima da lagarta de fogo, no meio da torcida, repetindo um momento inesquecível do bumbá. Na apresentação pioneira, a cunhã-poranga era Daniela Assayag, hoje repórter de rede da TV Globo no Amazonas.

A torcida e a diretoria do bumbá deixaram o Bumbódromo empolgados e já falando em bicampeonato, depois de duas noites muito fortes da agremiação. Na primeira noite, na homenagem a Roque Cid, nordestino que emigrou para o Amazonas e fixou residência em Parintins, na segunda noite, com homenagem aos pescadores, na figura de Luiz Gonzaga, e neste domingo (30/06), será a vez de Luiz Pereira, o último “dono” do bumbá, que agora é patrimônio imaterial de Parintins e do Amazonas.

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