26/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Morre inventor da bolacha de motor, quase uma lenda nos recreios da Amazônia

Publicado em 30 de novembro, 2021

Morre inventor da bolacha de motor

Morre inventor da bolacha de motor, Américo (esquerda, com a camisa do Nacional FC), ao lado do sobrinho-neto Marcelo Serafim e o filho deste. Foto: Instagram/ Marcelo Serafim

O café da manhã nos recreios, os barcos regionais que ligam os Municípios amazônicos, não pode dispensar a famosa “bolacha de motor”. Com uma manteiga da terra e um café com leite, ela acompanhou toda uma geração e até se tornou memória gastronômica. O que poucos sabem é que se trata de um produto desenvolvido por Américo Rodrigues Esteves, um português nascido em Angeja, no Aveiro, em Portugal.

Américo faleceu nesta terça (30/11). O velório está sendo realizado na funerária Canaã, na rua Major Gabriel, das 12h às 15h30. O sepultamento será às 16h, no cemitério São João Batista.

 

História

A “bolacha de motor”, para ter pedigree, precisava ser da Modelo, a padaria de Américo e família.

O criador era tio do deputado estadual Serafim Corrêa. O falecimento foi registrado pelo sobrinho-neto, o vereador Marcelo Serafim. “Ficam os exemplos e ensinamentos de um homem que era o último de uma geração de portugueses que vieram para o Brasil. Pelo suor dele, juntamente com o do meu avô Armindo e demais tios, foram construídas grande coisas nesse Estado”, escreveu Marcelo.

A “bolacha de motor da Modelo” era famosa porque conseguia satisfazer às necessidades do momento. Os recreios não conseguem limitar o que cada passageiro vai consumir no café da manhã e a bolacha, com manteiga, acompanhada do café com leite, resolvia o problema. Era barata e vinha em pacotes generosos. A fórmula deu tão certo que entrou para a memória gastronômica de toda uma geração.

Veja o texto completo publicado por Marcelo Serafim no Instagram sobre a morte de Américo Rodrigues Esteves:

“Hoje perdemos o patriarca de nossa família, nosso amado tio avô Américo. Ficam os exemplos e ensinamentos de um homem que era o último de uma geração de portugueses que vieram pra o Brasil para construírem suas vidas. Pelo suor dele, juntamente com o do meu avô Armindo e demais tios foram construídas grande coisas nesse estado.

Quem nunca comeu a famosa bolacha de motor da MODELO, que durante décadas foi o alimento dos amazonenses que cruzavam os rios da Amazônia? Nela estava o suor e espírito empreendedor desses portugueses que deixaram o pequeno vilarejo de Angeja, em Aveiro, Portugal na primeira metade do século passado e construíram uma vida de sucesso e exemplos em nossa cidade. Muito obrigado por tudo tio! Sabemos que o céu está em festa! Te amamos!!!!”

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