Os seis presos que fugiram no fim de semana da Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, na avenida Sete de Setembro, saíram pela porta da frente, vestidos com uniformes do pessoal de limpeza. Eles estavam participando de uma farra, com a presença de 23 garotas de programa, que eram comuns no presídio. A orgia foi denunciada hoje pelo presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Amazonas, Antônio Jorge Albuquerque, e confirmada por uma fonte da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejus).
A demissão do diretor do presídio, Jean Carlo Silva de Oliveira, ocorrida após a fuga, se deu também por leniência com a prostituição. “O presídio tem um sistema de segurança que nos permitiu ver tanto a movimentação das prostitutas quanto a saída dos presos”, disse a fonte. Há uma investigação em curso para saber de que forma os uniformes dos “laranjinhas”, como é conhecido o pessoal de limpeza, foram entregues aos presos.
Por conta da denúncia do presidente do sindicato, a Sejus abriu, hoje mesmo (05/06), uma sindicância para apurar o envolvimento dos agentes penitenciários na fuga e na permissão para a entrada das prostitutas. O diretor do presídio não dava expediente à noite, horário em que elas entravam para os programas com os detentos, embora haja indícios, segundo a fonte do blog, do envolvimento dele na liberalidade.
Antônio Jorge Albuquerque, em entrevista coletiva hoje à tarde, denunciou que a entrada de prostitutas no presídio é comum em outras unidades prisionais. A Sejus vai apurar a denúncia na sindicância que foi aberta. O presidente será chamado para apresentar provas da denúncia.