A Prefeitura de Manaus, por meio das secretarias municipais de Requalificação do Centro (Semex) e a de Produção e Abastecimento (Sempab), fará uma coleta de dados a respeito da história dos atuais permissionários do Mercado Municipal Adolpho Lisboa.
O Executivo quer garantir a permanência dos comerciantes no local, enquanto a Procuradoria Geral do Município (PGM) trabalhará na criação de um decreto normativo para regulamentar a lei número 123/2004, que trata da organização de feiras e mercados.
Os trabalhos foram definidos no final da tarde desta segunda-feira, 3, durante a segunda audiência pública realizada na Câmara Municipal de Manaus (CMM) sobre o Mercado Municipal.
O levantamento de dados atenderá indicação do Ministério Público Estadual que, no início do mês de maio, informou à Prefeitura da necessidade da abertura de novo processo de licitação para ocupação das bancas do Adolpho Lisboa.
Durante a audiência pública, o promotor de justiça do MPE, Antônio Mancília, indicou como marco para garantir a permanência dos mais antigos a constituinte de 1988, desde que comprovada a atuação no mercado até esse ano. “Queremos apenas que o processo seja transparente e o interesse público seja respeitado”, disse o promotor de justiça.
O secretário do Centro, Rafael Assayag, disse que a coleta de dados é necessária para comprovar quem trabalha no Mercadão antes de 1988. A prova será feita a partir das documentações pessoais que cada permissionário apresentar e analisando os arquivos da Prefeitura.
Já com relação a normatização, Assayag observou que ela se faz necessária a fim de que o espaço público não seja usado para beneficiar alguns poucos.
Segundo secretário de Produção e Abastecimento, Jefferson Praia, para garantir mais transparência nos trabalhos, as entidades de classe como a Associação dos Permissionários do Mercado Adolpho Lisboa e o Sindicato dos Feirantes deverão compor comissão para acompanhar o de levantamento de dados que será realizado pela Semex e Sempab.