
A “Mostra Casa Museu Wagner Melo” une acervo pessoal e processos criativos do artista. Foto: Divulgação/Michael Dantas
Na manhã desta quarta-feira (3/11), o diretor, cenógrafo, produtor e dramaturgo Wagner Melo fez a abertura oficial da “Mostra Casa Museu Wagner Melo”, no Museu de Imagem e Som do Amazonas (Misam). Localizado no Palacete Provincial, no Centro, o espaço vai abrigar, até sábado (6/11), mais de 1.900 objetos e uma programação com exibição de vídeos e leituras dramatizadas, que contemplam 71 anos da vida do artista amazonense.
Segundo Wagner Melo, a proposta é um misto de acervo e processos criativos, e o material em exposição traz ainda 857 CDs, 792 DVDs e 277 livros e impressos sobre arte, cultura e cinema.
“Eu sempre fui um colecionador e, durante a minha vida profissional, acumulei documentos, filmes sobre teatro e toda a história do cinema, que serviram para pesquisa em muitos trabalhos. Agora, eu quero que esse acervo seja visto, que as pessoas tenham acesso”, comenta o artista. “Isso tudo é um sonho meu, é o primeiro passo para o Museu de Memórias das Artes do Amazonas”, acrescentou.

Foto: Divulgação/Michael Dantas
O secretário executivo de Cultura e Economia Criativa, Luiz Carlos Bonates, reforçou a importância do projeto para a sociedade. “Nós vivemos um tempo de liquidez, que a memória se apaga rapidamente. Aqui é um ato de resistência e isso é muito importante, porque é o papel dele como artista, professor e descobridor de talentos”, afirmou.
O ator e diretor Arnaldo Barreto prestigiou a abertura da mostra e destacou que a iniciativa é fundamental para a nova geração do teatro. Entre os elementos em exposição está o figurino completo da personagem Madama, que Wagner Melo usou no filme “Noiva de Itamaracá”, dirigido por Arnaldo, ainda sem data de estreia.
“O Wagner Melo é um grande artista, uma pessoa que tem um acervo incrível, fundamental para o teatro amazonense. Ele fez história, tem muitas dramaturgias importantes, é uma referência para todos nós”, comentou o ator. “Esse acervo tem muito conhecimento a agregar à sociedade”.

Foto: Divulgação/Michael Dantas
Sessões de vídeo e leituras dramatizadas escolhidas pelo próprio artista também compõem o roteiro da mostra. Na quinta-feira (4/11), a partir das 9h30, vão ser exibidos o filme “Villa-Lobos: uma vida de paixão”, de Zelito Viana, e o documentário “O Cineasta da Selva”, de Aurélio Michiles.
Na sexta-feira (5/11), também às 9h30, “Dzi Croquettes”, filme de Tatiana Issa e Raphael Alvarez. Às 15h, vai acontecer a leitura dramatizada do texto “Dziprocesso”, de Jorge Bandeira, com Wagner Melo e convidados.
No sábado (6/11), a programação encerra com o filme “A Selva”, de Leonel Silva, às 9h30.

Foto: Divulgação/Michael Dantas
O espaço cultural, administrado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, funciona das 9h às 17h, com acesso gratuito e agendamento pelo Portal da Cultura (cultura.am.gov.br). O uso de máscara e a apresentação da carteira de vacinação na entrada são obrigatórios.
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