
A creche onde a criança estava funciona de forma irregular. Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Na última quarta-feira (20), em Planaltina, Distrito Federal, a bebê de seis meses Amariah Noleto foi encontrada morta cerca de quatro horas após ter sido colocada para dormir no berço da creche Tia Cleide, dentro de uma espécie de saco de dormir. As imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que uma mulher sai pelos fundos do prédio com a bebê e a entrega à outra mulher, que estava dentro de um carro. Em seguida, o veículo sai em direção ao Hospital Regional de Planaltina, onde a morte da criança foi constatada.
A creche funciona de forma irregular e, de acordo com o delegado Veluziano de Castro, que está à frente da investigação, foi uma das donas do local quem colocou a criança no berço dentro de uma espécie de saco de dormir, no início da tarde de quarta-feira. Outra mulher, que colocou a bebê para dormir, foi presa no dia seguinte e deve responder por homicídio por omissão imprópria, ou seja, por não ter agido de modo a impedir a morte da criança.

As imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que uma mulher sai pelos fundos do prédio com o corpo da criança no colo. Foto: Reprodução
O pai da criança só soube do ocorrido quando chegou na creche para buscar a filha. Funcionárias disseram à família que a criança se engasgou. Em conversas por um aplicativo de mensagens, no entanto, as funcionárias citam o envolvimento de uma das donas do local. “Sei lá o que essa desgraçada falou, mas foi ela que matou, porque enrolou um pano na cara da bebê”, diz um trecho da conversa.
A outra funcionária responde que quer localizar a mãe, para informar que se trata de um homicídio. “Faz essa notícia chegar na mãe dela. Consegue aí para mim alguma rede social”.
A polícia informou que a creche não tinha camas e atendia 40 crianças com apenas um berço. O local também não é cadastrado junto à Secretaria de Educação, nem tem alvará de funcionamento expedido pela Administração Regional de Planaltina. As donas chegaram a iniciar o processo de obtenção da licença, mas não concluíram porque faltavam as autorizações da Vigilância Sanitária e da Secretaria de Educação.