Dois adolescentes, de 16 e 17 anos, foram apreendidos por policiais da Força-Tarefa na noite de quarta-feira (24/04), quando vendiam drogas em frente à escola municipal João Queiroz, no bairro Cidade Nova 2, na zona Norte. Eles foram flagrados por volta das 21h30 com 30 porções de pasta-base de cocaína que pretendiam vender para alunos da escola, conforme disseram aos policiais, que seguiam os passos da dupla depois de denúncia feita por um aluno da escola para o Disque 181. A maior parte da droga ficava escondida em um cano no matagal das cercanias da escola.
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) intensificou o policiamento preventivo do programa Ronda no Bairro nas proximidades das escolas em Manaus para coibir a presença de passadores de drogas e evitar confusões entre estudantes. O secretário-adjunto de Segurança Pública, delegado Francisco Sobrinho, disse que as visitas de rotina dos policiais do Ronda no Bairro às unidades de ensino vão ser mais frequentes para, em parceria com pais de alunos, professores e diretores, identificar os infratores que vêm perturbando o ambiente dentro e fora das escolas. “A ronda escolar diária da Polícia Militar deve assegurar que os estudantes não sofram qualquer problema no ir e vir das escolas. Não deve ficar próximo dos alunos quem não tem nada a ver com a escola”, afirmou.
Segundo Sobrinho, a SSP quer que os telefones das viaturas do Ronda no Bairro, que estão presentes com uma equipe própria de policiais em cada perímetro de três quilômetros quadrados de Manaus, sejam acionados de imediato quando for percebida a presença de qualquer pessoa suspeita próxima das escolas ou dos alunos. “Não é preciso que aconteça um crime ou delito para que o policial aborde uma pessoa suspeita nas proximidades de uma escola. Isso é agir preventivamente, e é o que estamos fazendo”, disse.
O secretário-adjunto Francisco Sobrinho disse que a polícia já apreendeu neste ano mais de 200 quilos e milhares de trouxinhas de entorpecentes diversos, como maconha e cocaína, e está reforçando o combate ao pequeno traficante porque esse é quem mais incomoda a comunidade. “A proximidade dele com o cidadão e a movimentação decorrente do tráfico criam de imediato o ambiente tenso e de insegurança”, afirmou.