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Na tarde desta sexta-feira (9), o Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apresentou os resultados da Operação Garimpo Urbano, deflagrada na manhã de hoje, que investiga o desvio de 60 quilos de ouro, extraído de garimpos clandestinos, avaliados em R$ 150 milhões, por meio da estrutura da Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai).
Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária – inclusive do titular da pasta, delegado Samir Garzedim Freire – e dez mandados de busca e apreensão. A operação foi realizada em Manaus, no interior do Amazonas e do Pará, e contou com apoio operacional da Polícia Federal.
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) não descarta que outras pessoas estejam envolvidas no desvio de ouro. O material roubado era transportado entre o Amazonas e o Pará.
As investigações – que correm em sigilo e não terminam neste momento – tiveram início em fevereiro deste ano a partir de denúncias. O Gaeco passou a atuar quando foi considerada a participação de agentes da cúpula de Segurança Pública. Os mandados foram pedidos com base em suspeitas de crime organizado.
O promotor de Justiça Armando Gurgel esclareceu que em nenhum momento durante a operação foram encontrados entorpecentes.
Além dele também participaram da coletiva o procurador-geral de Justiça Alberto Júnior; o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Leandro Almada; e os integrantes do Gaeco José Augusto Palheta Taveira Júnior e Luiz Alberto de Carvalho.
Governo do Amazonas informou, ainda n manhã de hoje, que os agentes públicos estaduais alvos da operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta sexta-feira (9/7) serão afastados dos cargos que ocupam e exonerados das funções.