O ministro Aloízio Mercadante participou, como palestrante, da reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Florianópolis, nesta segunda-feira, e enfatizou outra vez que pretende replicar nas TVs a configuração fiscal que foi criada para incentivar a indústria de tablets. O Jornal de Floripa deu destaque à matéria, puxando o tema da palestra do ministro.
Mercadante fez declaração semelhante durante encontro com empresários paulistas, em São Paulo, onde é candidato a prefeito, em 2012, e governador, em 2014, numa tentativa do PT de quebrar a hegemonia do PSDB, que vem elegendo prefeito e governador desde 1994. Eis a íntegra da matéria do Jornal de Floripa:
http://www.jornalfloripa.com.br
| Mercadante quer replicar modelo de tablets em outros produtos |
|
O ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) quer expandir o modelo de produção dos tablets para outros produtos de TI (tecnologia da informação). O anúncio foi feito nesta segunda-feira, durante conferência que abriu a 63ª reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em Goiânia. “Precisamos de uma política industrial que estimule o conteúdo local. Começamos a fazer isso com os tablets e agora vamos expandir”, disse Mercandante. O modelo de produção de tablets, alinhavado por Mercadante, define que as empresas devem começar com pelo menos 20% do aparelho produzido aqui (e não apenas montado no país). “Já temos nove empresas licenciadas e vamos começar a produzir em setembro.” De acordo com ele, a expansão do modelo de produção dos tablets no Brasil deve atingir produtos como celulares, computadores e TVs. O ministro também destacou a necessidade de estimular a produção de softwares nacionais –e falou até em software livre. “A evolução tecnológica também se dá também de forma colaborativa. Não podemos criminalizar o software livre, é um erro punir aqueles que querem criar.” Mercadante enfatizou ainda que, diferentemente de países como China e Índia, no Brasil o vetor determinante da economia é o mercado interno. Por isso, faz sentido que as empresas desenvolvam aqui produtos voltados para o mercado nacional. Isso movimentaria a atividade de pesquisa e desenvolvimento no setor privado, que ainda patina com pouco recursos. Hoje, o Brasil investe 1,2% do seu PIB (Produto Interno Bruto) em ciência e tecnologia, sendo que apenas 0,54% do total sai do setor privado. “Se tirarmos a Petrobras, o investimento privado em ciência quase desaparece”, ressaltou. Já as empresas de países considerados “concorrentes”, como a Coreia do Sul, chegam a investir 2% do seu PIB em pesquisa. “O Estado tem de melhorar o investimento em ciência e tecnologia, mas o setor privado tem muito a fazer. As empresas acham que inovar é comprar máquinas”, disse. A ideia de Mercadante é atrair mais investimentos privados para pesquisa e, assim, driblar o corte de cerca de 20% do orçamento que o MCT (Ministério de Ciência e Tecnologia) sofreu no início do ano. |
Veja mais notícias em Economia