
Vacinação de policiais e bombeiros começou esta manhã. Foto: Divulgação/Semcom
Na noite deste sábado (27), a juíza federal Jaiza Fraxe decidiu autorizar a aplicação de 5 mil doses de vacinas contra a Covid-19 para policiais militares, civis e bombeiros militares.
Nos últimos dias, diversos pedidos foram encaminhados à Justiça Federal, tanto para suspender a vacinação deste grupo quanto para autorizar essa imunização. A decisão de Jaiza Fraxe foi tomada em resposta a essa polêmica.
Neste domingo e segunda-feira (29) serão imunizados os policiais de plantão. Na próxima terça-feira (30) começa a vacinação dos profissionais de expediente.
A vacinação dos profissionais da área da Segurança Pública, a partir deste domingo (28), foi anunciada pelo governador Wilson Lima. A previsão era imunizar, entre as três corporações, cerca de 14 mil profissionais.
Na tentativa de suspender a vacinação deste domingo, a Defensoria Pública da União ingressou com pedido na Justiça, na última sexta-feira (26). De acordo com a Defensoria, a decisão de imunizar profissionais da Segurança Pública ia contra a ordem já estabelecida dos grupos prioritários do Plano Nacional de Imunização.
Origem
A contestação da DPU é parte do processo original contra os primeiros “fura-filas” da vacinação no Amazonas. A partir daí, as partes entraram com petições para que a juíza tomasse outras providências.
O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) pediu e se tornou “amicus curiae” (amigo do tribunal) na ação. Ele foi uma das partes que pediram a confirmação da vacina pela juíza. Policiais e bombeiros estão nas ruas, diariamente, na chamada “linha de frente” do combate ao coronavírus.
A DPU, que foi contra a vacinação de policiais e bombeiros, está em home office online (trabalho pela internet, em casa) há cerca de um ano, desde que iniciou a pandemia.
A vacinação ocorrerá primeiro para os policiais que cumprem plantões. Depois serão vacinados os que dão expediente diário.
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