26/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Município de Iranduba terá levantamento inédito de áreas de risco

Publicado em 01 de março, 2013

A cidade de Iranduba será uma das primeiras do interior do Amazonas a ter um levantamento de áreas de risco em toda a extensão do município, que tem cerca de 50 mil habitantes, segundo anuncio feito, hoje, pela prefeitura municipal e a superintendência do Serviço Geológico do Brasil no Amazonas, que se reuniram para discutir o assunto.

De acordo com o prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros, no município, pelo menos 6 mil famílias vivem, anualmente, o risco de alagação ou desastre geológico, por conta do fenômeno de terras caídas, por isso, a prefeitura está iniciando, neste mês, um trabalho de prevenção para socorrer a população atingida por desastres naturais no período de cheias e vazantes dos rios Negro e Solimões. “Somente na área do Cacau-Pirêra, nosso maior distrito, temos cerca de 4 mil famílias morando em área com alto risco de alagação”, disse Xinaik.

Na última quinta-feira, uma comissão representando o município, coordenada pelo prefeito e o presidente da Câmara daquele município, vereador Francisco Elaime, se reuniu com a superintendência do Serviço Geológico do Brasil no Amazonas, para discutir sobre o levantamento de áreas de risco que será feito pelo órgão. “Ficamos felizes por saber que a partir do dia 11, o órgão já estará em Iranduba para iniciar esse levantamento que irá nortear as nossas ações”, disse.

Xinaik ressaltou que a prefeitura municipal está buscando se adequar os parâmetros estabelecidos pela Defesa Civil Nacional para conseguir recursos para a prevenção e socorro. “Com esse levantamento podemos participar de projetos nacionais, ter prioridade em programas habitacionais, delimitar a ocupação das áreas de risco e consequentemente, diminuir outras mazelas, como o risco social”, disse.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal, Francisco Elaime, o fortalecimento da Defesa Civil no município de Iranduba para prevenção e atuação em desastres naturais tem sido uma das preocupações da nova gestão municipal. Ele ressalta que todos os anos, os desastres naturais afetam a população do município. Além dos efeitos da cheia e da seca, ele ressalta que há casos de terras caídas nas comunidades banhadas pelo Rio Solimões. “Nas gestões passadas, nunca se pensou em prevenção de desastres, o que queremos corrigir a partir de agora. Temos que desmitificar que o ribeirinho se acostuma com a cheia ou com a seca, ele sofre grandes prejuízos, que o poder público pode prevenir”, disse.

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