06/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Japão descobriu cepa de Manaus e seria a mesma da África do Sul. Infectologista defende isolamento da cidade

Publicado em 10 de janeiro, 2021

Japão descobriu cepa de Manaus

Japão descobriu cepa de Manaus e mutação viral explica absurdo de aumento das internações e mortes na capital amazonense, diz infectologista Francisco Cardoso (foto), em entrevista a Leda Nagle

Quatro viajantes, que estiveram no Amazonas, foram examinados no Japão e estavam com a variante sul-africana do coronavírus, uma mutação mais forte. Eles retornaram no dia 2 de janeiro. A informação está no site “O Antagonista” e foi anunciada este domingo (10/01).

A possibilidade de mutação viral em Manaus foi aventada pelo polêmico infectologista Francisco Cardoso, em entrevista à jornalista Leda Nagle, no Youtube, dia 07/01. Ele defendeu o sequenciamento genético dos casos internados, pelo Ministério da Saúde, e até o isolamento da capital amazonense. Veja o trecho da entrevista que fala de Manaus ao final desta matéria.

 

Mais carga viral

Os cientistas dizem, segundo a CNN, que “a variante sul-africana do novo coronavírus tem múltiplas mutações na proteína ‘spike’, que o vírus usa para infectar células humanas. Também tem sido associada a maior carga viral, significando maior concentração de partículas virais no corpo dos pacientes, possivelmente contribuindo para níveis mais elevados de transmissão”.

Há, inclusive, o risco de que essa mutação não seja coberta pelas vacinas anunciadas.

O anúncio da infecção dos viajantes do Amazonas foi feito pelo Ministério da Saúde do Japão. Trata-se da variante B1.1.248, que é semelhante aos vírus encontrados na África do Sul, diz “O Antagonista”.

O resumo dos casos do Japão: Um homem de cerca de 40 anos foi internado por apresentar problemas para respirar. Uma mulher, de aproximadamente 30 anos, apresentou dor de cabeça e garganta inflamada. Um adolescente teve febre. Outra jovem não apresentou sintomas.

 

Entrevista

Francisco Cardoso disse a Leda Nagle que um grupo de estudo já havia detectado que “algo anormal” estava ocorrendo em Manaus. O médico Daniel Fonseca, diretor-clínico do Grupo Samel, disse este sábado (09/01) que pacientes que tinham alta em quatro dias demoram mais a responder ao tratamento. Ele também desconfia de uma mutação viral no Amazonas.

Veja a entrevista de Francisco Cardoso a Leda Nagle, no trecho em que os dois falam do Amazonas. O diálogo inteiro tem 1h18m16 e a parte de Manaus apenas 7m35:

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