
Coronel guerreiro de selva Martini, na foto com a esposa, é uma lenda do Exército Brasileiro
Edilson de Andrade Martini, guerreiro de selva e lendário comandante da 1ª Companhia de Comunicação de Selva (1ª Cia Com Sl), sucumbiu à pandemia de Covid-19. Ele faleceu nesta terça-feira (05/01), no hospital Santa Júlia.
O comandante militar da Amazônia, general de Exército Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, manifestou “o mais profundo pesar pelo falecimento do eterno comandante da 1ª Cia Com Sl”.
Martini ingressou no Exército em 1976 e passou à reserva em 2004. Comandou, em Manaus, a 1ª Cia Com Sl de dezembro/1992 a dezembro/1994. Foi instrutor no Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) e serviu no comando da 12ª Região Militar.
Admirado pelo destaque operacional, Martini destacou-se nos cursos de Operação na Selva, Pára-Quedista, Ações de Comandos e Forças Especiais, na Brigada de Infantaria Pára-Quedista.
O oficial da reserva foi condecorado com as medalhas Militar de Bronze, Militar de Prata, de Serviço Amazônico grau passador de prata e Pacificador.
A formação atlética e os destaques nos cursos considerados os mais duros do Exército, quando na ativa, foram lembrados por comandados e comandantes.
A pandemia de Covid-19, que havia atingido o auge nos meses de abril e maio, no Amazonas, parece ter chegado a outro pico equivalente. Hospitais, públicos e privados, estão lotados. O recorde de internações, em todo o processo, foi atingido no domingo (03/01). O governo do Estado abre novos leitos, mas faltam profissionais de saúde.
Os hospitais particulares recusam pacientes. O hospital Santa Júlia fechou o pronto-atendimento, desde as 18h desta terça (05/01), após atingir 100% da capacidade operacional.
O cenário da “primeira onda”, com os Serviços de Pronto-Atendimento (SPA) lotados e internando muitos pacientes, voltou a ser registrado. O mesmo vale para as câmaras frias, em conteiners, improvisadas nos principais hospitais públicos da cidade.