Fim do ano chegando e com ele as reflexões naturais sobre o que fizemos e o que não fizemos. O ano termina e começa outra vez e o que voce fez? Eis a questão…
Acredito que a avaliação maior é sobre o que aprendemos, desaprendemos e reaprendemos. Esse é o verdadeiro indicador das mudanças e das melhorias. Aprender, desaprender e reaprender tornou-se fundamental para os profissionais de todos os setores que querem avançar neste novo ecossistema em formação acelerada e exponencial, afirma Sílvio Meira, em suas dissertações.
Aprender é o que mais fazemos em toda nossa trajetória de vida, desde o nascimento. Todos os dias, todas as horas, todos os momentos temos oportunidades de aprender. A vida é sempre um aprendizado contínuo. Falamos que só deixamos de aprender quando morremos… e assim é de fato e de direito.
Desaprender é uma atividade difícil, porque se o que aprendemos é para sempre, como desaprender, como despreender o que aprendeu, parece complexo e complicado, mas é justamente esse ato que nos permite alcançar novos patamares, à medida que nos permitimos fazer os cinco ou oito S´s em nossa aprendizagem, fazer uma seleção do que é importante, imprenscindível, essencial e fundamental, para uso no exercício do trabalho e das rotinas. Sempre questiono se devemos continuar entendendo a Tabela Periódica, com seus elementos químicos e suas propriedades, que aprendemos na escola. Questiono também se devemos guardar os nomes dos rios do Amazonas e seus afluentes. Em que momento esse conhecimento será de grande importância, se essa não for minha área de trabalho ou de utilização constante?
O Desaprender é um movimento que gera espaço para novos conhecimentos e para novo Aprender, que chamamos aqui de Reaprender. Segundo Vicente Nogueira, permitindo uma nova experiência de aprender a aprender, habilidade indispensável para a sobrevivência profissional nesse mundo de transformações rápidas e imprevisíveis.
Essa é a parte mais interessante do processo, apesar de todas serem importantes, o momento de adquirir novas ferramentas, novos instrumentos, novas práticas, novos modos de fazer o que fazíamos antes, de maneira diferente, e, assim, Reaprendendo o que aprendemos e Desaprendendo o que aprendemos, acompanhando o ritmo das mudanças e o ciclo da vida.
O Reaprender vai acontecer mesmo que não queiramos, seja por uma nova tecnologia, por uma prática obsoleta, por uma lei ultrapassada, por um modelo mais atual, ou também porque queiramos uma nova opção, uma nova profissão, uma nova maneira de fazer o que fazíamos antes. O que antes era datilografar, agora é teclar. Enfim, tudo recicla, renova e reaprende, se não quisermos correr o risco de ficar para trás e chorar o que passou e lamentar o que derramou…
Alvin Toffler sábiamente define: “Os analfabetos no século XXI não serão os que não souberem ler ou escrever, mas os que não souberem aprender, desaprender e reaprender.”
A mensagem nesse último artigo de 2012 é estar sempre aberto ao novo, não resistir às mudanças e desfrutar do moderno sem esquecer o eterno.
Um Natal Encantador e Um Ano Novo de Aprender, Desaprender e Reaprender…
Veja mais notícias em Colunas
Ozeneide Casanova Nogueira é advogada e assistente social, com MBA em Gestão de Pessoas (FGV-ISA...