
Escolas passam a enviar formulários semanais a FVS sobre saúde de seus alunos, colaboradores e familiares. Foto: Divulgação/Sinepe-AM
O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM) informou, nesta terça-feira (25/8), que tem orientado as escolas sobre o envio de relatórios semanais para a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) com monitoramento da saúde dos alunos, colaboradores e familiares. Manaus foi a primeira capital do país a retomar as aulas presenciais nas escolas da rede privada, no dia de 6 julho. “Até o momento, não houve registro de contágio originado do ambiente escolar na rede de ensino privado”, afirma o Sinepe-AM.
Nos relatórios enviados à FVS, as unidades devem informar ocorrências ou não de casos da Covid-19 entre seus alunos, colaboradores e familiares. Para o Sinepe-AM, a medida permite que o órgão passe a ter um controle dos casos, além de acompanhar a adoção dos protocolos e medidas de segurança.
A presidente do sindicato, Elaine Saldanha, afirmou que todo o setor segue engajado em seguir as medidas de distanciamento e segurança previstas nas recomendações dos órgão de saúde. Segundo a entidade, “não é a à toa, que o sucesso do retorno das aulas no segmento privado em Manaus se tornou referência para outras capitais do país”.
“As escolas têm sido orientadas que, caso haja suspeita de contágio, a providência será isolar o estudante até que o responsável chegue e, no caso do colaborador, o mesmo seja encaminhado para uma unidade de saúde. Ambos terão que cumprir o isolamento social em casa até que seja liberado pelo médico”, acrescentou a vice-presidente do Sinepe-AM, Laura Cristina Vital.
Enquanto houver a necessidade de seguir o distanciamento social, o sindicato tem aconselhado que as instituições continuem realizando o revezamento, o que reduz a quantidade de alunos da sala de aula para evitar aglomerações. De acordo com a instituição, as unidades também devem mantar o ensino híbrido, para que o processo de ensino-aprendizagem aconteça sem prejuízos aos estudantes.
Entre as medidas adotadas pelas escolas particulares também estão: a lotação das salas de aula limitada a 50% da capacidade; o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as carteiras ocupadas; evitar aglomeração, contato físico e compartilhamento de materiais entre alunos; disponibilização do álcool 70%; uso de máscaras individuais; limpeza e desinfecção de sapatos, de materiais escolares e da escola, e aferição da temperatura corporal.
Conforme o Sinepe-AM, todas as segundas-feiras, as unidades – desde creches às universidades – devem preencher e enviar um formulário respondendo se houve comunicação ou não de possível caso da Covid-19. Caso a resposta seja positiva, os gestores devem informar se a comunicação se trata de aluno, colaborador ou familiar, quais os sintomas apresentados, e se a pessoa recebeu atendimento e diagnóstico médico.
Segundo a enfermeira Evelyn Campelo, da Comissão e Serviços de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (Ceciss/FVS-AM), com o monitoramento, é possível avaliar e orientar as medidas de prevenção da disseminação em tempo oportuno. “E esse protocolo será realizado tanto pelas instituições particulares quanto públicas”, disse.
A FVS-AM informou que, nas instituições de ensino privado, foram notificados apenas casos de síndrome gripal e de alunos contactantes de pais ou familiares positivos para coronavírus, que foram afastados das atividades e permaneceram sob monitoramento.
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