
Prefeitura define estratégias para investigar óbitos por síndromes respiratórias não especificadas. Foto: Divulgação/Semsa
Nesta quarta-feira (12/8), a equipe do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Manaus (Cievs/Manaus) apresentou a estratégia para concluir a investigação de reclassificação de óbitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não especificada. No registro do Cievs/Manaus, constam 654 óbitos ocorridos entre os meses de abril e junho deste ano, que precisam ser encerrados.
A apresentação da estratégia ocorreu durante reunião on-line da Sala de Situação Municipal. A prefeitura está fazendo a investigação com base nos novos critérios de encerramento estabelecidos na revisão do Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, divulgado no dia 6 deste mês.
A partir dos resultados de um projeto-piloto, iniciado em julho, quando a curva de óbitos por Covid-19 começou a apresentar declínio, em três finais de semana (sábado e domingo) a equipe do Cievs/Manaus realizou 104 investigações, das quais 43 foram qualificadas, sendo 27 alteradas para Covid-19 e 16 descartadas; outras 27 estão sendo revisadas; e 37 não tiveram os endereços localizados pela equipe. Ainda falta revistar 550 óbitos.

A apresentação da estratégia ocorreu durante reunião on-line da Sala de Situação Municipal. Foto: Divulgação/Semsa
“Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que esse trabalho não afeta, em nenhuma hipótese, os dados atuais referentes à Covid-19 em Manaus, não vai acrescentar nenhum número aos atuais, que têm como parâmetro os registros das últimas 24 horas. Até o momento, nossa Vigilância Epidemiológica não conseguiu vislumbrar uma segunda onda e vamos continuar trabalhando para manter essa estabilidade, dentro das orientações do prefeito Arthur Neto”, assegura o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.
Segundo ele, qualquer variação que haja, será apenas no acumulado de casos. “Não são novas mortes por Covid-19, são óbitos anteriores cuja causa não estava definida com exatidão. Se houver aumento, será no acumulado”, esclareceu.
Com a reorganização do processo de trabalho, a equipe do Cievs está indo até o domicílio do caso de óbito, para entender seu adoecimento, conforme as orientações definidas pela atualização do Guia de Vigilância do Covid-19, que ampliam o leque de possibilidades de formas de encerramento de caso.
A subsecretária de Gestão da Saúde, Adriana Elias, reforçou a importância do encerramento desses casos, para a definição de ações de controle necessárias para interromper a cadeia de transmissão.
“Essas informações têm caráter epidemiológico. Não temos a intenção de despertar pânico na população, até por não haver motivo para isso. Faz parte da rotina do Cievs/Manaus a visita domiciliar, para coletar informações do período de adoecimento, o que chamamos de ‘investigação epidemiológica de campo’, para entender o processo de adoecimento e realizar as ações de controle necessárias, para interromper a cadeia de transmissão”, explicou.
Participaram da reunião da Sala de Situação Municipal, além dos gestores e técnicos da Semsa, representantes da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) e Ministério Público do Estado (MPE/AM).
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