A empresa de reciclagem Coplast Indústria e Comércio de Resíduos Plásticos recebeu, como doação, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), nesta quarta-feira (31/10) 18.659 CDs e DVDs apreendidos este ano nas ruas de Manaus como piratas. É quase uma tonelada de material. Esta é a terceira remessa que o Tribunal realiza, desde 2011, totalizando cerca de 100 mil mídias destruídas e recicladas.

Quase uma tonelada de CDs e DVDs apreendidos como piratas, em diversas operações policiais, foram doados para reciclagem
Os CDs e DVDs, que antes continham músicas de cantores consagrados e filmes de sucesso no circuito comercial, são triturados em pequenas partes em Manaus, para reaproveitamento da matéria-prima em indústria localizada no Paraná.
“As Varas Criminais recebem o material e antecipam a tutela para dar destino legal ao material, que não tem mais retorno à sociedade e não precisa aguardar o trânsito em julgado”, explica o servidor do TJAM responsável pelo descarte das mídias, Sidney Level de Brito.
Após o recebimento do material, acompanhado por equipe do Judiciário, a empresa certifica o órgão pela destinação do resíduo, que é descaracterizado, moído, lavado, extrusado (processo que perfila o material em fios e retira bactérias) e transformado em grânulos plásticos.
“Desta forma, o material proveniente do crime terá um descarte correto”, ressalta o juiz auxiliar da Presidência Adalberto Carim Antonio, que também é titular da Vara do Meio Ambiente e de Questões Agrárias (Vemaqa). “Esse material foi apanhado em situação irregular, certamente constituiria um problema ambiental muito grande se atirado ou deixado em ambiente aberto. A ideia é dar um destino ambientalmente correto, um descarte ecológico a este material, que será descaracterizado, triturado e daí seguirá para um reaproveitamento em uma empresa especializada”, acrescentou.
O gerente operacional da Coplast Indústria, Sidney Guerreiro, explicou que o material do CD/DVD, policarbonato, ao ser reciclado, pode ser reaproveitado como matéria-prima para o farol de carro, farol de moto, e qualquer tipo de peça que possa ser injetada com policarbonato. “A iniciativa do Tribunal incentiva as pessoas que têm material obsoleto ou outro material plástico a darem destinação correta ao mesmo”, acrescentou.
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