07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Deputado Delegado Pablo tem bens sequestrados pela Justiça Federal do Amazonas

Publicado em 24 de julho, 2020

Deputado Delegado Pablo

Deputado Delegado Pablo fez vídeo, após operação de busca e apreensão, prometendo provar a inocência

O deputado federal Pablo Oliva Souza (PSL-AM), que usa o nome político de Delegado Pablo, sofreu sequestro de imóveis pela Justiça Federal do Amazonas. A notícia está no jornal Folha de São Paulo, em reportagem dos jornalistas Mariana Carneiro, Guilherme Seto e Nathalia Garcia. Eleito com forte apelo à onda bolsonarista, ele é acusado de corrupção passiva, crime contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro.

A reportagem afirma que a investigação, feita pela Polícia Federal (PF), onde Pablo é delegado licenciado, atestou que ele fez um contrato de venda de imóvel, da empresa Só Mudas, em nome da mãe dele, na estação de trabalho no órgão. Os fatos foram registrados em 2011 e 2012 e, por isso, não foram alcançados pela imunidade parlamentar. O mandato do deputado iniciou somente em 2019 e vai até 2022.

Pablo foi alvo, em maio, de uma ação de busca e apreensão. A reportagem da Folha revela que a Só Mudas, empresa vendida pela mãe dele, por R$ 500 mil, não tinha “qualquer indício de atividades que justificassem o valor, como vínculos empregatícios, ponto comercial ou clientes”. O negócio teria ocorrido apenas para destinar valores ilícitos ao agora deputado federal.

 

Contrato feito na PF

A PF, durante busca e apreensão realizada em maio, constatou que o contrato para venda da empresa foi feito na estação de trabalho do então delegado, na Superintendência da PF no Amazonas. Pierre Oliva, médico e irmão do deputado, permaneceu como sócio da empresa.

O novo proprietário também pagou um débito de R$ 116 mil, relativo a imóvel registrado pela Só Mudas. Pablo usou os valores recebidos na construção de uma casa, aponta o MPF. Na casa dele foram encontrados recibos de entregas de grande quantidade de dinheiro em espécie, sem lastro na Receita Federal, segundo a Folha.

O deputado federal, logo após a operação de busca e apreensão na casa dele, disse que provaria a inocência e faria calar “invejosos”. Ele atacou a PF pela Operação Seronato. O sequestro de bens, agora decretado pela Justiça Federal do Amazonas, mostra que não está tendo êxito na tentativa.

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