Nunca antes na história do País vivemos emoções tão profundas e contraditórias. Nunca antes nos anais Palacianos tivemos mudanças tão significativas e simbólicas.
Ao longo de nossa trajetória, aprendemos o conceito de certo e errado; de justo e injusto; de legal e ilegal; de moral e imoral ou amoral, no entanto, somos levados a conviver e a testemunhar o desvirtuamento desses conceitos, que mudam conforme os atores, cenários, e roteiros. Cada diretor presidente carrega o seu manual de operações e quer comandar conforme a regra local e não global.
Para a sorte dos que são coadjuvantes nessa cena, nós, o Povo, o nível de informação é grande e facilita a divulgação de atos, fatos, dados, conluios e concluios de quem acha que Governar é simplesmente fazer um puxadinho em vez de construir um País. Governar é mais que meia dúzia de “orelhas” achando que podem dar as ordens e o povo obedecer em nome de uma Democracia perolizada, ou mesmo de uma Ditadura vestida de dourado ou ainda de um Parlarmentarismo platinado.
Não devíamos nos surpreender quando usamos o único poder, direito, arma, munição que é o Voto, para escolher nossos representantes e elegemos Reizo´s, Tiririca´s e outros tantos que passaram do núcleo dos invisíveis para a cena principal. Culpa deles? Claro que não. Mea Culpa, Nossa Culpa. Temos o que merecemos. Escolhemos, digitamos, confirmamos. Votamos.
Se não aprendermos a usar o único poder original, para escolher nossos Governantes, ainda teremos muitos Tirceus, Valfredos, Belúbios, Jaderes, Sabidos, Genuínos, Barneys e uma lista sem fim, que se locupletam com nosso voto e depois, temos que assistir aos capítulos dessa novela mexicana abrasileirada, que mais se assemelha a um Reallity Show, independente de câmeras, Câmaras, Assembléias, Congressos, e tudo isso muito ao vivo e às vistas. Um imenso BBB… Barbados, Babados e Bizarros.
Se não pararmos de comercializar, de usar como moeda de troca, de penhorar, de emprestar, de alugar, de negociar, de contratar, de permutar, de pactuar, de ajustar, de agenciar, de transacionar, de traficar nosso VOTO, nunca teremos o direito de VETO. Nunca teremos o direito de reclamar, chorar leite derramado, surpreender ou cobrar atitudes éticas, morais de quem elegemos e de quem empoderamos com o mando e o comando de nosso destino.
Se não mudarmos nossa postura, se não escrevermos novos roteiros, se não elegermos novos atores, não conseguiremos nunca nessa vida, ser um País de Todos e seremos sempre um País de Tolos.
Como estimula Gandhi, sejamos a mudança que queremos ver no mundo; mesmo que outros não queiram, será de outros que esperam ver o dia raiar, incentiva Guilherme Arantes. E não dar para concluir, sem convocar Chico Buarque para fazer parte do sarau e exaltar o grito de guerra: “ A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar…”
Votar é um ato cidadão e consciente. Analise, avalie, escolha…
Ozeneide Casanova Nogueira é advogada e assistente social, com MBA em Gestão de Pessoas (FGV-ISA...