Não suportando mais as perdas constantes dos seus bens materiais e as alagações provocadas pelo estreitamento do Igarapé da Freira, moradores da Av. Santa Cruza Machado, Beco da Freira, Japiim I, resolveram procurar a Defensoria Pública do Estado no intuito de encontrar solução para o problema, que segundo eles, teria sido gerado pela construtora Andrades Gutierrez em conseqüência das obras do Projeto Prosamim.
Ao visitar a área, o defensor público Carlos Alberto Almeida Filho, constatou que as alagações são provocadas por falha na concepção do projeto da obra, não por causa da execução de canalização das águas do Igarapé, realizado pela construtora. Segundo opinião emitida pela assessora jurídica da Defensoria, Mônica Costa, que visitou a área, visivelmente, o duto não tem capacidade para suportar o volume de água, que termina por invadir a casas dos moradores.
De acordo com a líder comunitária Lêda Maria de Souza, a área alagadiça no Beco da Freira tem mais de 50 residências familiares. Desses, boa parte é desprovida de condições de vida adequada, a outra parte, tem sofrido constantes perdas de seus móveis e utilitários domésticos a cada nova chuva pesada, que acontece na cidade. “O que sobra de uma chuva, termina por ser arrastada na próxima enxurrada”, lamenta.
Mesmo diante dos riscos, os moradores não querem deixar o local. A líder comunitária disse ao defensor Carlos Alberto, que as famílias não querem se mudar. Os motivos sãos diversos, mas, o principal está ligado ao valor da indenização dos imóveis. Segundo ela, geralmente, o valor oferecido não chega a 50% do valor real das casas. Outra questão é a distância do trabalho, colégio, se tiverem que ir para bairros mais distantes. Por enquanto a Defensoria está tratando as denúncias como expediente formalizado. Uma possível ação ainda está em processo de análise.