
Prefeitura alerta população de Manaus sobre o descarte correto de máscaras de proteção. Foto: Divulgação
Máscaras descartáveis e caseiras jogadas no chão foram encontradas no complexo turístico Ponta Negra, zona Oeste, durante a limpeza do parque, nesta segunda-feira (18/5). Para evitar que as máscaras sejam jogadas no chão ou em lixo comum, a Prefeitura de Manaus afirmou que vai intensificar a campanha para a correta destinação das máscaras usadas.
Servidores da Guarda Municipal e da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) encontraram o material descartado irregularmente, colocando em risco tanto os funcionários da limpeza urbana quanto outras pessoas.
“Mesmo com o parque e a praia interditados desde o dia 22 de março, uma parte da população continua usando o espaço para passear e praticar atividades físicas, irregularmente”, observa o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Cláudio Guenka.
A Prefeitura de Manaus instalou na Ponta Negra a nova campanha de alerta para os riscos de o cidadão estar na rua passeando, não fazendo o isolamento social recomendado pelas autoridades de saúde. As peças publicitárias trazem a estimativa de sepultamentos para maio e pedem para a população ficar em casa, escolhendo o lado da vida, não se expondo.
Responsável pela administração do espaço, o Implurb já fez a redução da energia de áreas do parque, do skate até o estacionamento recuado. O calçadão também teve as luzes reduzidas, para evitar a aglomeração de pessoas e o uso para caminhadas e corridas. Peças publicitárias foram criadas para orientar frequentadores, que este momento não é de passear no parque.
A medida é parte das determinações do prefeito Arthur Virgílio Neto, para estimular o isolamento social e proteger a população do contágio pelo novo coronavírus, causador da Covid-19. A interdição foi alinhada entre a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e o Implurb.
As máscaras descartáveis são classificadas como lixo hospitalar infectante, porque podem estar contaminadas e, por isso, não devem ser misturadas ao lixo comum. As máscaras caseiras devem ser guardadas e lavadas pelo cidadão, em sua casa.
“Faz parte da conduta desejável a toda a população, não apenas o manuseio correto e uso contínuo das máscaras, como também o descarte regular desse item. Recomendamos ao cidadão que queira jogar fora sua máscara, que procure uma lixeira próxima e descarte lá. Jogar no chão não é uma opção, já que, além de sujar a cidade, pode contaminar o agente de limpeza ou outro cidadão que tenha contato com o material”, salienta o titular da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), Paulo Farias.
Por determinação do prefeito Arthur Virgílio Neto, informou Farias, a Semulsp vem implantando lixeirinhas em todas as grandes avenidas da cidade. “Já temos as avenidas Djalma Batista, Darcy Vargas, Mário Ypiranga, Jacira Reis, Dr. Theomário Pinto, Ephigênio Salles e mais alguns parques com esse equipamento, para que todos possam usar. A previsão é disponibilizar 10 mil lixeiras em ruas de grande movimentação de Manaus. Isso significa que será muito mais fácil descartar as máscaras usadas. Limpeza também é parte das ações de combate à Covid-19”, disse o secretário.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda o seguinte procedimento para descarte correto da máscara: retirá-la pelo elástico ao redor das orelhas, sem tocar a parte frontal do tecido; depositar a máscara usada em um saco plástico fechado e jogar fora separado do lixo comum; lavar imediatamente as mãos após o descarte com água e sabão ou álcool a 70% (líquido ou gel).
O uso de máscaras de proteção, que ajudam no combate à proliferação do novo coronavírus, passou a ser obrigatório em estabelecimentos comerciais e no transporte público e privado de Manaus, desde o último dia 11, por decretos assinados pelo prefeito Arthur Virgílio Neto e publicados no Diário Oficial do Município (DOM), edição n° 4.835. Com a sanção da lei municipal nº 2.607/2020, no dia 13 deste mês, os decretos ganharam força.
As máscaras, seguindo a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), devem ser, de preferência, as de fabricação caseira, com duas camadas de tecidos bem ajustados ao rosto, de modo que possibilite a cobertura total da boca e do nariz.
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