
Farmácias bombam na pandemia, diante de protocolos que mudam toda hora. Foto: Márcio James/Semcom
Desde o início da pandemia mundial, cloroquina ou hidroxocloroquina, antivirais, antibióticos e até anticoagulantes são os medicamentos da moda, em razão dos tratamentos mais comuns usados para combater o Covid-19, receitados por médicos a pacientes infectados. Farmácias e drogarias têm filas nas portas.
O combate ao coronavírus, com protocolos que povoam as redes sociais, estão fazendo esses estabelecimentos bombarem na pandemia. Detalhe comum: muita gente voltando da porta por falta de receita médica, que é obrigatória.
As drogarias FarmaBem, FlexFarma e Santo Remédio, administradas pelo Grupo Tapajós, informaram que os abastecimentos de medicamentos têm sido constantes e, em suas maiores unidades, chega a ser diário, pois a procura de medicamento que estão sendo receitados para o tratamento da Covid-19 aumentou muito.
“Nos últimos 15 dias principalmente, a procura tem sido muito alta, pois a pandemia vem avançando de forma acelerada nas capitais como Manaus e Porto Velho, cidades em que atuamos”, informou a assessora do Grupo Tapajós, Kezia Melo.
Como os medicamentos hidroxocloroquina, azitromicina, tamiflu e ivermectina tem sido os principais citados no combate ao coronavírus, a procura dele tem sido maior, porém todos precisam de receituário médico.
“É preciso conscientizar a população sobre os perigos da automedicação, pois é mais prejudicial à saúde, por isso todos esses medicamentos precisam passar por um controle de vendas, e, isso é feito através da retenção da receita na loja” explicou a assessoria.
Em especial, sobre a venda de hidroxicloroquina, foi comunicado que desde 20 de março, conforme resolução 351 da Anvisa, além de solicitar a apresentação o receituário médico como já era feito, passou-se a cumprir com a resolução retendo o receituário de controle especial para que se realize a venda do medicamento.
“A fim de garantimos que o medicamento seja vendido apenas aos pacientes acometidos e em tratamento dos casos de real necessidade conforme esclarecido pela Anvisa. Para executar a venda do produto o farmacêutico fará averiguação do receituário médico de uso contínuo. E receituários de controle especial”, esclareceu Kezia.
Por ser um estabelecimento de funcionamento essencial, as drogarias informam que estão em contato constante com seus fornecedores para que não faltem estes medicamentos e outros produtos nas lojas.
O grupo Tapajós destacou ainda que, além dos outros medicamentos citados, as drogarias tiveram, nos esses de março e abril, um aumento na procura de produtos como vitamina C, polivitamínicos, medicamentos para resfriados e antigripais, medicamentos para dor de cabeça e febre, inaladores, xaropes, própolis, termômetros, ômegas e as medicações em geral que estão sendo receitados para tratamento da Covid-19.
A administração informou ainda que estão seguindo todos os protocolos preventivos do Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde (OMS).
“Nossos colaboradores da linha de frente estão fazendo checagem da temperatura diariamente, além é claro de utilizar todos os equipamentos de prevenção, como máscaras, luvas e toucas. E os nossos setores administrativos está trabalhando home office há mais de um mês. E para os clientes temos nossas comunicações afixadas em nossas portas de entradas da loja, hoje mesmo em Manaus já tem colaboradores explicando que para entrar na drogaria o cliente precisa está usando a máscara, segundo o Decreto Municipal n°4.821 da prefeitura de Manaus que passou a valer a desde o dia 11/05/2020”, finalizou a assessora.
Pelas redes sociais, as farmácias têm informado quando chegam os medicamentos, principalmente a azitromicina. A drogaria Santo Remédio (@drogariasantoremedio) informou que está com estoque do medicamento nas lojas localizadas na Ephigênio Salles, Djalma Batista, Torquato Flores, Alvorada, Compensa, São Jorge, e em outras unidades que podem ser conferidas nos stories do Instagram, enquanto durar o estoque.
Já os outros estabelecimentos como FlexFarma (@farmaciasflexfarma) e FarmaBem (@drogariasfarmabem) avisam de acordo com sua disponibilidade e em quais unidades tem o medicamento.
Ao Portal, o Conselho Regional de Farmácia do Amazonas (CRF-AM) vem atuando de maneira a buscar garantir a segurança dos farmacêuticos e técnicos que atuam nos estabelecimentos de saúde de Manaus, inclusive com a adoção de uma cartilha de procedimentos que devem ser tomados pelo profissional com base nas recomendações do Ministério da Saúde.
“Com relação especificamente às farmácias, estamos fazendo fiscalizações diárias para verificar, entre outras questões, o fornecimento de EPIs aos profissionais e a adoção das medidas de contenção recomendadas, além de verificar a regularidade dos estabelecimentos e a presença de farmacêutico responsável técnico durante o funcionamento. O órgão também está aberto a denúncias, que podem ser feitas pelo site www.crfam.org.br”, disse a assessoria.
Além disso, o CRF-AM reforçou sua orientação à população para que consulte um profissional farmacêutico em caso da necessidade do uso de medicamentos.
Em relação ao preço dos produtos, o Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) possui a ferramenta Busca Preço, no qual a população pode saber o preço de produtos, incluindo os de higiene e até medicamentos. Para consultar basta o site da Sefaz/AM (www.sefaz.am.gov.br).
Tradicionalmente, a ferramenta era utilizada para pesquisar itens que compõem a cesta básica, como arroz, feijão, leite, etc. Desde que a disseminação da Covid-19 se tornou mais intensa no estado e o isolamento social mais acirrado, os internautas redirecionaram suas pesquisas para outros produtos.
No ranking dos produtos de higiene e de proteção, os mais pesquisados foram detergente, sabão, água sanitária, álcool 70%. Entre os medicamentos, a azitromicina e ivermectina lideram as buscas.
Reportagem: Fabrinne Guimarães