
Taxa de mortalidade no AM é 5x maior que a média nacional e tem 9% dos óbitos do País. Foto: Chico Batata
O Amazonas está 5 vezes acima da taxa média de mortalidade do novo coronavírus no Brasil, segundo dados do Painel do Ministério da Saúde (MS), conforme os números consolidados até esta segunda-feira (11).
A taxa média de mortalidade por 100 mil habitantes é de 5,5 no País, enquanto no Amazonas está em 25. O Estado também tem o triplo da incidência de casos por habitantes, com uma taxa de 311,7, contra 80,1 do nacional.
Ainda comparando números, com 1.036 óbitos confirmados até ontem, o Estado responde a 9% de todas as mortes do vírus no País e concentra 53,2% dos falecimentos pela infecção registrados na Região Norte. Até ontem, o Brasil tinha 11.519 óbitos e o Norte somava 1.944.
O Brasil ocupa a 8a posição entre países com maior número de casos do novo coronavírus, com 145.328 infectados (4%) e 9.897 óbitos (4%), conforme tabela consolidada até 8 de maio, segundo o Boletim Epidemiológico Especial (BEE) do Ministério da Saúde.
Ainda conforme o boletim especial, analisando as Regiões de Saúde, Manaus e sua região metropolitana, entorno e o Alto Rio Negro tem 1/4 dos óbitos que a Grande São Paulo registrou pela infecção, sendo que a população é bem diferente: na região amazonense, há uma estimativa de 2.576.049 de pessoas, enquanto na Grande São Paulo esse número é de 12.252.023. A região paulista tem 4,7 vezes mais habitantes do que Manaus e seu entorno.
Observando esse recorte da Região de Saúde, a mortalidade por Covid-19 (por 1 milhão de habitantes) em São Paulo é de 162,1, enquanto na capital e área metropolitana é de 238,0, ou seja, 46,8% a mais. As taxas de incidência também tem grande diferença, quando a Grande São Paulo aparece com 1.981,1 (por milhão de habitantes), e Manaus e entorno tem 2.655,2, um incremento de 34%.
No Brasil, as regiões de saúde com os maiores coeficientes de incidência foram a 1ª Região de Fortaleza, no Ceará (3.523,3); Alto Solimões, no Amazonas (3.470,1) e Rio Negro e Solimões, também no Amazonas (3.366,3).
Com relação ao coeficiente de mortalidade, as regiões de saúde que mostraram os maiores valores foram Rio Negro e Solimões, no Amazonas (251,7); 1ª Região Fortaleza, no Ceará (249,9) e Manaus, Entorno e Alto Rio Negro, no Amazonas (238,0).
O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS), divulga, semanalmente, um Boletim Epidemiológico Especial (BEE), visando, não apenas apresentar os números disponíveis sobre a COVID-19, mas também a interpretação da situação epidemiológica e reflexão sobre as evidências e limitações de cada processo, além de apresentar uma análise mais detalhada sobre o perfil da transmissão da COVID-19 no Brasil por Unidade da Federação e Região de Saúde.
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