Marcos Santos, Manaus – O confit de pato é uma tradição da culinária francesa, relativamente fácil de fazer. Trata-se de uma forma de temperar o pato em sua própria gordura (confit). No fim de semana, esse consagrado prato da gastronomia internacional visitou a única praia que resiste à cheia, por maior que seja, e mantém a imagem paradisíaca da areia branca e água preta no rio Negro. Teve a companhia de uma cava Freixenet Cordon Negro e um Terrazas Malbec Reserva.
O local é realmente espetacular. Tanto que, para mantê-lo preservado, me reservo o direito de não dar a localização aqui.
Cresci comendo miri-miri, uma frutinha minúscula, pretinha, oval, menor que o fruto do açaí, dulcíssima. Pensei que só tinha em Parintins e eis que, nessa praia, há enormes árvores de miri. A fruta é tão importante para nós, parintinenses, que Chico da Silva a consagrou em música que fez tendo Fred Góes como parceiro. “Cantiga de Parintins”, com efeito, é uma síntese quase completa da Ilha Tupinambarana. Ouça:
A praia tem diversos outros frutos e até uma árvore da famosa itaúba preta, madeira de lei, cobiçada e quase em extinção, muito usada na confecção de barcos, conhecida porque é dura como ferro muito resistente. Uma casa feita com itaúba preta é para filhos e netos. Confesso que, mesmo tendo vivido até os 20 anos no interior, nunca tinha visto a árvore assim, tão de perto.

A praia tem muitos cajueiros e diversas outras frutas, como essa. Você sabe o nome dela? (Leitor, nos comentários, tirou a dúvida: é o camu-camu, fruto mais rico em vitamina C conhecido, que o Inpas tenta industrializar mantendo o ácido ascórbico)
Há coisas espetaculares nos arredores de Manaus. É só explorar e curtir.
Veja mais notícias em Destaques