
Em ofício, Prefeitura de Manaus pediu rigor na identificação de vítimas fatais, para garantir dignidade em sepultamentos. Foto: Ulysses Marcondes/Semcom
A Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) enviou um ofício circular para órgãos de saúde, assistência social e do Poder Judiciário alertando sobre os procedimentos adotados no manuseio de corpos nos hospitais da capital. No documento, a Prefeitura de Manaus também chama atenção para que haja mais rigor na identificação das vítimas fatais. Conforme a prefeitura, a ação visa respeitar a dor das famílias e preservar a memória daqueles que estão perdendo a vida para a Covid-19, causada pelo novo coronavírus.
“Nesse momento tão difícil, em que o número de mortos vem aumentando, é importante que nos hospitais se tenha o maior cuidado no momento da identificação dessas pessoas. A prefeitura vem tomando todos os cuidados possíveis para garantir a rastreabilidade dos sepultamentos, mas precisamos que haja segurança no acondicionamento de cada pessoa na hora de encaminhar ao sepultamento”, destacou o secretário da Semulsp, Paulo Farias.
A Semulsp é responsável por gerir os cemitérios públicos de Manaus, e por isso, buscou informar o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM), o Ministério Público o Estado do Amazonas (MP-AM), a Secretaria Municipal e Saúde (Semsa), a Fundação de Vigilância em Saúde no Estado do Amazonas (FVS), Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Amazonas (SSP) e Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam), acerca de uma organização com maior rigor quanto ao controle dos corpos encaminhados aos cemitérios municipais pelos hospitais.
Conforme a prefeitura, o ofício deixa claro que a Semulsp busca manter o controle com rigidez dos corpos encaminhados, porém, não tem atribuição de conferir cada corpo com o documento, porque em razão da pandemia, as autoridades sanitárias desaconselham contato físico com eventuais vítimas da Covid-19.
Por esse motivo, o documento solicita das autoridades um maior controle no acondicionamento, armazenamento e envio dos corpos aos cemitérios.
O texto também reforça a necessidade de se encaminhar os corpos com identificação imediata, feita com etiqueta resistente e para que não corra risco de se desprender do invólucro, no caso de ser acomodado em câmara frigorífica até a hora do sepultamento.
De acordo com a prefeitura, neste momento, que em a pandemia sobrecarrega os sistemas de saúde e funerário, além de organizar a identificação dos corpos, o ofício da Semulsp busca realizar um enterro digno, seguindo as determinações dos órgãos de saúde. A secretaria também tem o objetivo de preservar a memória dos mortos diante dos familiares, garantindo a localização e organização correta dos sepultamentos.
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